Fátima Mrué chegou a pedir demissão na última terça, mas prefeito a convenceu a permanecer no cargo

A Secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué, foi convocada e deve comparecer à Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta quinta-feira (19/10), durante a sessão ordinária, para prestar esclarecimentos sobre o caos que assola a área desde o começo do ano. Como se trata de uma convocação, e não um convite, deve ser atendida sob pena de condução coercitiva.

A  convocação foi feita após aprovação do requerimento da oposicionista Priscilla Tejota (PSD), uma das principais vozes contrárias ao Paço, e é uma resposta à maneira como Fátima Mrué tem tratado os vereadores: não os recebe, nem atende pedidos e já até teria falado mal do Legislativo.

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Crise

Pode-se tranquilamente dizer que em todas as sessões deste ano pelo menos uma reclamação foi feita sobre a secretária. E não é exclusividade da oposição, aliados como Clécio Alves, líder do PMDB, e Vinícius Cirqueira, do Pros, são desafetos de Mrué.

“Ela tem tomado decisões monocráticas que vem prejudicando e colocando a população em risco. Será uma oportunidade para que os vereadores lhe façam as justas cobranças. Já que ela não atende em seu gabinete, aqui na Câmara terá bastante tempo para nos responder”, comemorou Tejota.

Um dos motivos da convocação foi a decisão da Secretaria Municipal de Saúde de fechar duas unidades, do Jardim América e do Setor Guanabara, para reforma, que durará supostamente seis meses.

Demissão

Fátima Mrué teria pedido demissão do cargo, segundo informações obtidas pelo Jornal Opção. Apesar do pedido, feito na última terça-feira (17) o prefeito Iris Rezende (PMDB) não teria aceitado a decisão e convenceu a secretária a permanecer no cargo.

Procurada pela reportagem, Fátima Mrué não atendeu as ligações. Por meio de assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou não ter informações sobre o caso.