Câmara aprova projeto que amplia grupo prioritário na vacinação contra a Covid-19

Atualmente, a população prioritária estimada é de cerca de 77 milhões de pessoa; documento visa incluir coveiros, garis, agentes de segurança pública e privada, taxistas, entre outros

Dose de vacina contra a Covid-19. | Foto: Prefeitura de Goiânia

Foi aprovado em votação simbólica pela Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 31, o texto-base do projeto nº 1011/20, que visa alterar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. O documento amplia os grupos que devem ser considerados como prioritários. Assim, coveiros, garis, agentes de segurança pública e privada, taxistas, entre outros, passam a ser inclusos. Na próxima terça, 06, os parlamentares irão apreciar novas alterações a serem realizadas nas categorias prioritárias. Após as próximas considerações, texto seguirá para o Senado.

O texto original do projeto é de autoria dos deputados Vicentinho Júnior (PL-TO), Rejane Dias (PT-PI), Zeca Dirceu (PT-PR) e Vermelho (PSD-PR). Considerações foram transferidas para a próxima semana devido a divergências sobre como seria feita votação dos destaques apresentados pelos parlamentares na proposta. Atualmente, a população prioritária estimada é de cerca de 77 milhões de pessoas.

Ampliação do grupo prioritário

A relatora da proposta, Celina Leão (PP-DF), especificou as categorias que devem ser consideradas prioritárias no Plano Nacional elaborado pelo Ministério da Saúde. Entre elas, os trabalhadores de transporte coletivo rodoviário e metroviário, pessoas com doenças crônicas e que tiveram embolia pulmonar, agentes de segurança pública e privada, desde que estejam comprovadamente em atividade externa, profissionais do Sistema Único de Assistência Social (Suas), das entidades e organizações de assistência social, e os conselheiros tutelares que prestam atendimento ao público.

O texto também inclui trabalhadores da educação do ensino básico em exercício nos ambientes escolares, coveiros, atendentes e agentes funerários, profissionais que trabalham em farmácias, oficiais de Justiça, taxistas, mototaxistas e profissionais de limpeza pública. Também são abarcados idosos, pessoas com deficiência e indígenas, entretanto, juntamente com os profissionais de saúde e os profissionais que atuam em ambiente hospitalar, estes já são contemplados como prioridade no plano de imunização.

Como principal justificativa, a deputada explica que mesmo que o ideal seja que todos tivesse acesso à vacina, é necessário dar prioridade aos que atuam na linha de frente do combate à Covd-19. Vicentinho Júnior ainda fez questão de acrescentar que o projeto é apartidário e visa dar prioridade a profissionais estratégicos à sociedade brasileira. “Se o alimento e o remédio chegam à casa do brasileiro é porque os caminhoneiros trabalham de forma incansável para isso”, exemplifica.

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