Câmara aprova ampliação dos limites de sons e ruídos em zona residencial urbana de Goiânia

Andrey Azeredo critica projeto do vereador Zander Fábio e aponta possíveis transtornos em relação a áreas residenciais, de escolas e hospitais

Foto: Lívia Barbosa | Jornal Opção

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou nesta quinta-feira, 6, o PLC2018/33 de autoria do vereador Zander Fábio (Patriota) que modifica artigo 49 da LC 14 de 29/12/1992 do Código de Posturas. O artigo regulamenta a intensidade de som ou ruído, medida em decibéis, permitida pela prefeitura. “Estamos dando condições para que comércios, igrejas, oficinas, tenham condições de trabalhar. Até porque talvez essa fala minha alcance o limite de 60 decibéis”, argumentou Zander.

“Essa iniciativa de regulamentação de uma nova carta sonora foi adotada em outros municípios com muito sucesso”, explicou o autor da matéria, ao enfatizar que “naquelas zonas residenciais e onde já existe um grau de incômodo fixo, tais como escolas e hospitais, estamos mantendo a mesma proporção”.

O vereador Andrey Azeredo (MDB), único parlamentar a votar contra o projeto, falou ao Jornal Opção sobre alguns pontos a serem observados em relação dos ruídos na capital. “Hoje, sofremos em algumas regiões um grande incômodo causado por bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais que afetam o dia-a-dia em locais de atividade laboral, residências, escolas e hospitais”, pontuou.

Segundo o vereador, isso deve ser revisto com clareza em relação ao que está sendo permitido, quando e o motivo da permissão. E embora tenha sido anunciado pelo autor que o projeto foi concebido dessa forma, o projeto não trata disso. “Ele estabelece inclusive novos parâmetros para zonas residencial urbana e isso modifica e autoriza uma elevação em determinadas atividades, que m até então, não existiam. Isso pode gerar grandes transtornos a áreas residenciais, de escolas e hospitais”.

O cidadão merece ter seu descanso à noite garantido, repousar e não ser incomodado com barulhos. Respeito a atividade dos bares e restaurantes, mas precisamos nos adequar e ter o preparo adequado desses ambiente para que o som não contamine e prejudique quem está nas proximidades”, concluiu Andrey. O projeto segue para sanção ou veto do prefeito Iris Rezende (MDB).

Andrey apontou que, segundo o Código de Posturas, os níveis aceitáveis de som ou ruído para a zona residencial urbana é de 55 decibéis no período diurno e 50 decibéis no período noturno. No entanto, o projeto aprovado em segunda votação altera esse limite para 80 decibéis no período diurno e 75 decibéis no período noturno.

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Edson Gomes Barbosa Ribeiro

Projeto de Lei vai na contramão das necessidades das pessoas. A população envelhecendo , pessoas com problemas de saude, querem sossego e nao barulho. Esperamos que o Prefeito Vete esta iniciativa.

rogerio

Essa “classe de políticos” que votou a favor deste “projeto” demonstra o nível das “figuras”
que têm na Câmara municipal de Goiânia, salvo o vereador Andrey Azeredo (MDB), segundo a reportagem, que foi o único a votar contra essa afronta aos direitos do cidadão. Temos direitos a não interferência ao nosso sossego, à nossa saúde e outros.