“Caiado vai na contramão da história”, afirma empresário após proposta sobre incentivos fiscais

Governador eleito, Ronaldo Caiado, sugeriu corte de R$ 1 bilhão em incentivos em Goiás

Cyro Miranda, um dos fundadores e conselheiro da Adial | Foto: Divulgação

A reunião entre a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e o governador governador eleito Ronaldo Caiado (DEM), realizada na manhã desta quinta-feira (22/11), manteve a polêmica dos benefícios fiscais. O democrata apresentou uma proposta sobre incentivos que parece não ter agradado muito.

Ao analisar a proposta, que prevê a redução da política de incentivos fiscais no Estado, com impacto de R$ 1 bilhão por ano, um dos fundadores e conselheiro da Adial, Cyro Miranda, disse que o governador eleito vai na contramão da história de Goiás. “Já tenho a informação que Minas Gerais vai implantar uma politica agressiva de incentivos, assim como Brasília, que sancionou essa semana a Lei”, disse o ex-senador ao explanar que “isso só mostra como Goiás está retrocedendo numa luta de 20 anos, que é a de atrair empresas para nosso estado”.

Para Cyro, Caiado está mal assessorado, e quem fez o estudo da proposta analisada hoje pela Adial, segundo ele, desconhece a realidade do estado. “Goiás não terá mais uma política desenvolvimentista e sim arrecadadista e isso, como sabemos, é retrocesso. Algumas empresas, a exemplo da Unilever, já sinalizaram que vão deixar Goiás, como é o caso da Mitsubishi, que já informou que encerrará a produção  e que pretende sair do estado”, contou.

O empresário teme, ainda, um isolamento de Goiás quando a notícia dessa regressão na política de incentivos se espalhar pelo Brasil. “Brasília que já sancionou a convalidação dos incentivos fiscais é aqui do lado. Logo, as indústrias migrarão para lá”, disse Cyro ao garantir que os empresários saíram arrasados da reunião com o governador.

Outro aspecto que o conselheiro da Adial destacou foi o fato de Caiado, após a reunião, transferir a responsabilidade de negociação dos incentivos fiscais com os deputados estaduais. “Quando sinalizamos que apresentaríamos uma contraproposta, o governador se esquivou e disse que agora a discussão é com a Assembleia, sendo que isso é um assunto para ser discutido com o Poder Executivo”, falou.

6 respostas para ““Caiado vai na contramão da história”, afirma empresário após proposta sobre incentivos fiscais”

  1. Geraldo de Sousa Ribeiro disse:

    Esse tal de Ciro Miranda ainda existe ! Incentivos fiscais devriam ser concedidos apenas para nós, que pagamos rigorosamente em dia os impostos. Para ou outros, que sejam aplicados os incentivos da justiça….

  2. Rogério Inácio Cruvinel disse:

    Não vejo desta forma Sr Cyro Miranda, isenção sem retornos? Será que só a geração de empregos é suficiente para o estado? Penso que nessas regiões onde já temos demandas de consumo, tem sim de cobrar dessas multinacionais que só estão aqui para explorar, veja o caso da Unilever, fechou uma empresa goiana, de imediato já transferiu parte da fabricação de outros produtos, como é o caso da maionese, e ficou aqui só para poluir o Goiânia 2. Estudos sim, tinham de serem feitos para as indústrias goianas, de gente goiana e fazer um trabalho de incentivos fiscais para as micro e pequenas empresas.

  3. Eduardo Lucas disse:

    Tem ideologistas demais na SEFAZ.

  4. RONALDO CAVALCANTE disse:

    O Empresario Cyro Miranda é aquele suplente do Marcone Perillo derrotado por Kajuru
    tá explicado. a mais de 20 anos empresas vem sendo implantadas no Estado financiadas pelo BNDS e com isenções fiscais pelo Estado de Goiás . Como o Frigorifico JBS em Mozarlândia que paga miseros salarios aos trabalhadores e levam a carne de qualidade para o exterior . Precisa de uma revisão urgente nessas isenções fiscais. O Brasil precisa de ser passado a lompo é ora de cortar no osso. E o Daniel Vilela calado é um poeta.

  5. Valdomiro Junior disse:

    O momento é de muita cautela. O que parece ser ruim hoje pro nosso estado pode ficar pior. Imagina todas essas indústrias fechando as portas e demissao em massa. Não estamos em condições de ditar regras. O Governador eleito não é homem de diálogo. É um político que não aceita opiniões. Falo com conhecimento de causa. Infelizmente ganhou meu voto. Itumbiara perdeu a Suzuki agora Catalão perde a Mitsubishi e assim nosso estado vai perdendo duras conquistas. Ao contrário dos Governadores eleitos de Minas e Brasília que estão planejando exatamente o contrário.

  6. CIDY REIS NUNES DA SILVA disse:

    Simples marca outra reunião e fala que Goiás ta quebrado puta que pariu o qe ta acontecendo ja pensaram nas milhares de famílias sem emprego seis filha daputa e fácil chegar e decretar as coisas o qe adianta eles vao embora levam os empregos e outras coisas para outros estados e nosso fica aqui sem nada so com prejuízo acorda Goiás nao e so emprego que estas empresas trazem pra goias e receita tambem pois aqueles empregados compram roupas na lojinha da dona maria compra arroz no mercadinho do joao e dona maria e seu joao pagao impostos e assim movimenta o dinheiro dentro do nosso estado

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