Caiado suspeita que MST agiu no atropelamento de jovens do Movimento Brasil Livre

Senador goiano disse em rede social que a polícia foi avisada sobre as ameaças do Movimento Sem Terra. Dois integrantes do Movimento Brasil Livre ficaram feridos

Caminhonete atingiu carro que dava apoio aos manifestantes | Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Caminhonete atingiu carro que dava apoio aos manifestantes | Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) levantou suspeita sobre o motorista que atropelou dois integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), na noite de sábado (25), próximo à cidade de Alexânia, a 120 quilômetros de Goiânia.

Pelo Facebook, o democrata afirmou que a polícia vai investigar se o homem identificado como José Lino, de 48 anos, estava realmente alcoolizado quando conduzia a caminhonete. “Estou monitorando a passagem deles por Goiás e a polícia já foi devidamente avisada sobre as ameaças do MST [Movimento Sem Terra]”, disse. A postagem do senador goiano gerou vários comentários e foi compartilhada mais de mil vezes.

A suspeita é a de que José Lino seria um dos líderes do MST. O motorista foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia de Abadiânia. Ele havia ingerido bebida alcoólica e o teste do bafômetro apontou 0,67 miligramas da substância.

O acidente

O acidente aconteceu por volta das 19 horas, a cerca de 5 quilômetros de Alexânia. Uma caminhonete colidiu na traseira de um carro que dava apoio aos manifestantes. O grupo caminhava pelo acostamento rumo a Brasília.

Kim Kataguiri, 19, líder da marcha, teve ferimentos no braço. Amanda, 28, foi arremessada contra um dos veículos, sofrendo um corte na cabeça. O rapaz não precisou ser hospitalizado, mas a mulher foi levada ao Hospital de Urgência de Anápolis (Huana), de onde deve ter alta ainda hoje. Ambos passam bem.

Os manifestantes saíram de São Paulo em 27 de abril, na chamada marcha pela liberdade, em protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A previsão é que o grupo chegue a capital federal em 27 de maio, data em que está agendada manifestação que pede o impeachment da petista

No dia 20 de maio, Kim e outros integrantes do MBL concederam entrevista ao Jornal Opção. Durante a conversa, os jovens descartaram o PSDB como alternativa possível ao governo do PT e atribuíram a queda na quantidade de pessoas nas ruas nas manifestações do dia 12 de abril à “pulverização” do movimento.

“O PSDB não é uma alternativa, mesmo porque não só o PSDB como nenhum outro partido hoje existente é liberal. Não existe partido, por exemplo, que defenda oficialmente e abertamente a privatização da Petrobrás como a gente defende ou a privatização da saúde e da educação com sistema de voucher como a gente também defende”, afirmou Renan Santos, um dos manifestantes.

Kim Kataguiri (à direita) e outros integrantes do MBL, em entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Kim Kataguiri (à direita) e outros integrantes do MBL, em entrevista | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

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Fabricio Magalhaes

Complicado comentar, um Senador da República esta preocupado com manifestações, será que ele já sabe que deixou a Câmara dos Deputados e virou Senador?

Henrique Marques

Ele está preocupado com o que parece ser um atentado contra a liberdade do país. Não só ele como qualquer cidadão deve se preocupar com isso. Esses lobos em pele de cordeiro que dizem lutar por democracia e que todo o povo brasileiro caiu nessa falácia.

Paulo Ferraz

Por isso mesmo é que ele deve estar ainda mais preocupado com o povo que o respaldou nas urnas! Parabéns Senador Ronaldo Caiado!

CARLOS MORAIS

O MBL segue numa marcha democrática, até Brasilia, para pedir,em nome da Nação Brasileira, o AFASTAMENTO da Sra. Dilma Russef, do cargo de Presidente da República; penso que o MBL deveria mudar a estratégia e pedir em Nome da Nação, “A RENÚNCIA DA SRA. DILMA RUSSEF.”

Miga Tado

Muita gente anda morrendo, muita gente mesmo anda morrendo a mando da máfia política. Todos os que se atrevem a tirar deles seus lucros ou entregar seus esquemas criminosos sofrem estranhos acidentes ou morrem subitamente de doenças nunca diagnosticas. Alguns deles são suicidados. Hoje mais gente morre por ordem vindas do governo do que na época da ditadura, só que o Brasil está tão afundado na confusão e na impunidade que nem sequer há sobressalto com estas mortes. Perdem-se nas estatísticas.