Caiado será secretário de Segurança Pública caso Iris seja eleito, mas fica no cargo apenas para “colocar coisas em ordem”

Iris Rezende afirmou que nomeação prévia “é uma inovação na prática política”. Porém, adiantar os nomes do primeiro escalão do governo é uma tática comum da oposição

Iris Rezende anunciou que, caso seja eleito, Ronaldo Caiado será secretário de Segurança Pública | Foto: Walacy Neto / Jornal Opção

Iris Rezende anunciou que, caso seja eleito, Ronaldo Caiado será secretário de Segurança Pública | Foto: Walacy Neto / Jornal Opção

Em meio a militantes e políticos do PMDB, o candidato ao governo de Goiás pelo partido, Iris Rezende, declarou que, caso tenha maioria de votos no dia 26, irá definir Ronaldo Caiado (DEM) como secretário de Segurança Pública. Porém, o ruralista informou, após discurso no comitê de Iris nesta quarta-feira (15/10), que deve ficar na pasta “até colocar as coisas em ordem”. Ele também citou os boatos de um possível cargo como ministro da Agricultura, caso Aécio Neves (PSDB) seja eleito.

Segundo declaração de Iris Rezende, a medida de divulgar nomes para cargos antes mesmo da eleição nunca havia sido tomada. “É uma inovação que estou introduzindo na prática política, para que o eleitor já vote sabendo o que vai ser feito nas áreas mais críticas”, afirmou.

Porém, adiantar os nomes do primeiro escalão do governo já pode ser considerada uma tática de oposição. No cenário nacional, algo semelhante foi feito pelo presidenciável tucano Aécio Neves, que já anunciou Armínio Fraga à frente do Ministério da Fazenda, caso vença a presidente Dilma Rousseff (PT) na eleição.

Críticas

O candidato aproveitou a presença de grande parte da militância do partido na reunião para continuar ataques ao seu opositor, Marconi Perillo (PSDB). Iris citou o possível envolvimento do tucano com Carlos Cachoeira e também citou a educação no Estado, porém o que foi mais citado pelo peemedebista foi a questão da segurança pública.

Iris atacou o atual secretário de segurança pública, Joaquim Mesquita, dizendo que durante sua administração “bandido dava toque de recolher” por conta dele ser um “forasteiro”. “O povo está amedrontado dentro de suas casas. Ninguém tem mais a liberdade de sair às ruas”, afirmou o peemedebista.

Em resposta, Joaquim afirmou que a questão não lhe diz respeito. “Eu sei que o calor do debate político faz com que as pessoas digam coisas que não pretendem dizer. Nosso trabalho é técnico e de efetivamente cumprir os anseios do Estado”, declarou.

Mudança

O calor de 35º de Goiânia somado a quantidade de pessoas no local tornou o clima quase impossível. A temperatura elevada afetou até mesmo o possível futuro secretário de Segurança Pública que chegou a passar mal depois de seu discurso e teve que ser socorrido pelos militantes. Ainda sim, os ânimos continuavam efusivos e os políticos aliados ao partido repetiam que a partir daquele momento haveria uma nova fase na corrida eleitoral.

O deputado estadual pela legenda Paulo Cezar Martins chegou a intimar os demais prefeitos e líderes do partido para uma reunião ao final das declarações. “Precisamos de vocês e não é um convite, não. É uma intimação. O PMDB está intimando vocês. O Iris conseguiu pra nós 300 mil adesivos, conseguiu 30 mil bandeiras e carros de som para nos comunicarmos no Estado de Goiás e vamos fazer esse mutirão”, afirmou.

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