Caiado se reúne com Adial para discutir estratégias de retomada da economia

Para se recuperar da crise decorrente da pandemia de coronavírus, governo estadual e setor econômico traçam parcerias

Chequinho, diretor-executivo da Adial | Foto: Divulgação

Às 17h desta terça-feira, o governador Ronaldo Caiado (DEM) irá se reunir o diretor-executivo da Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial), Edwal Portilho, o Chequinho, além de outros representantes industriais da Adial. “Será uma reunião sem pauta específica, uma troca de experiências, informações e uma mesa redonda. Será realmente uma troca de know how”, contou Chequinho.

O objetivo do governo é discutir a retomada da economia e escutar a opinião de quem já tem experiência em altos e baixos. “Apesar dessa pandemia ter feito um estrago extraordinário no mundo todo, nunca passamos por isso antes, mas nós temos várias experiências de retomada de determinado seguimento, determinada indústria”, disse o diretor-executivo da Adial.

“Então será uma reunião para tratarmos de ações do governo e do setor produtivo para restabelecer o movimento econômico, até porque nós já demonstramos que no caso da indústria nós conseguimos até crescer no mês de maio em relação ao ano passado. Temos uma condição especial aqui pelo parque industrial diversificado. Vamos discutir o que fazer de mãos dadas no setor produtivo, industrial e logístico. A Adial log, que é um braço da Adial, também irá participar, discutindo ações, medidas, políticas de governo, iniciativas privadas em conjunto”, informou.

Segundo Chequinho, a reunião será com um número pequeno de representantes. “Por conta da questão de não aglomeração, de isolamento e fechado a um setor bem pequeno da Adial”, falou.

Parceiros

A reunião vem para demonstrar que os desentendimentos entre o governo estadual e o setor econômico que ocorreram em 2019, com a CPI dos Incentivos Fiscais na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a possibilidade do fim dos créditos outorgados, percentual do Protege em 15% e o ProGoiás como substituto do Fomentar e Produzir, são águas passadas.

“Houve várias discussões no ano passado. Entendemos que um governo novo passa por uma curva de aprendizado, de implantações de ações dentro do perfil do chefe do poder executivo e ano passado surgiram ruídos. Mas a percepção é muito clara de que acabou afunilando para um lado só, que é o ideal e sempre foi a proposta da Adial de caminhar junto com o governo. Não existe indústria que vai bem com governo indo mal e nem governo indo mal com a indústria bem. Temos objetivos em comum, o ProGoiás é um bom programa”, reconheceu Chequinho.

Inclusive, a pandemia serviu para fortalecer os laços de amizade entre governo e setor econômico, despertando diversas parcerias em meio à crise para que a sociedade pudesse se recompor mais rapidamente.

“Durante a pandemia fizemos parcerias no apoio aos governos municipais e estadual com doações de equipamentos, alimentos, acudir a questão sanitária de urgência da pandemia. Foram várias parcerias, dá uma lista gigante. Agora parcerias voltadas para esses momentos doravante, já estão sendo estabelecida, mas ainda estão sendo construídas. Com a abertura cada vez melhor dos diálogos a gente avança”, contou.

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