“Caiado queria, na verdade, o retorno da escravidão”, diz diretor da CUT Goiás

Em entrevista, ex-deputado Mauro Rubem (PT) não poupa críticas em defesa do mandato da presidente afastada e engrossa o coro de “golpe”

Fotos: Alexandre Parrode/Jornal Opção-Agência Senado

Fotos: Alexandre Parrode/Jornal Opção-Agência Senado

Sem poupar críticas, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás, o ex-deputado Mauro Rubem (PT) avalia que o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) não se trata de um caso perdido.

Para ele, “está mais do que provada” a não existência de crime de responsabilidade envolvendo a petista e por isso diz esperar por parte do Senado, sobretudo dos senadores goianos, uma postura justa e coerente. “Não existe crime e esperamos que o Senado cumpra seu papel e não faça parte desse joguete”, avaliou, em entrevista.

Mais especificamente sobre os senadores por Goiás, Mauro diz não esperar a postura sugerida de um parlamentar em questão. “O senador Caiado aceita as 80 horas propostas pelo CNI. Caiado queria, na verdade, o retorno da escravidão em Goiás Velho”, alfinetou o ex-deputado.

Ainda sobre o processo de impeachment, Mauro Rubem reforça a tese de golpe e frisa que as pautas das manifestações que ocorreram por todo o País jamais pediram o corte de direitos trabalhistas, como tem feito, segundo ele, o presidente interino Michel Temer (PMDB).

“Ninguém foi para rua para reduzir dinheiro da Saúde ou da Educação. A classe média foi para a rua estimulada por mudanças, que não ocorrerão e que nem vão”, sentencia o presidente sindical, que lembra, ainda, que a CUT, juntamente com outras entidades, já tem construída a pauta de uma greve geral.

Durante entrevista, o petista também criticou os cortes no orçamento destinado à Justiça trabalhista. Em Goiás, por exemplo, o Tribunal Regional do Trabalho anunciou ter verba para funcionar apenas até o mês de outubro. “Estão cortando orçamento de um lugar onde o trabalhador recorre com mais rapidez para garantir um dinheiro roubado. Por que não corta de outros lugares? Por que não aumenta imposto para os grandes poderosos, que não pagam imposto”, questiona.

Questionado sobre o pleito municipal deste ano, Mauro informa que a CUT Goiás continuará apoiando candidaturas que defendam os interesses da classe trabalhadora. O nome de Adriana Accorsi, do Partido dos Trabalhadores é, claro, o mais provável alvo de apoio pela central.

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