Caiado propõe cortes para indústria e setor prepara contraproposta

Reunião contou com presença do relator da Lei de Convalidação de Incentivos Fiscais e da Lei Orçamentária Anual

A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) está avaliando, na tarde desta quinta-feira (22/11), propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) sobre incentivos fiscais, em reunião que aconteceu nesta manhã. Democrata propôs redução de incentivos a segmentos da indústria e corte de benefícios a empresas que ultrapassem linha de competitividade.

Segundo o presidente da Adial, Otávio Lage, a categoria precisa, agora, avaliar o que foi dito para, então, apresentar uma contraproposta. Ele disse que ainda não tem conclusões sobre a reunião para comentar, porque a categoria ainda está em discussões sobre os pontos apresentados no encontro.

Na casa do coordenador da equipe de transição de governo, Wilder Morais (DEM), estiveram presentes o presidente da Adial, Otávio Lage, técnicos da transição e cerca de 30 empresários de diversos segmentos. Além deles, o deputado estadual Lívio Luciano (PODE), que é relator do projeto de lei da convalidação dos incentivos, da Lei Orçamentária Anual (LOA) e aliado de Caiado também participou da conversa.

Foto: Arquivo

Segundo Luciano, o ponto central do encontro foi apresentar a situação financeira atual do Estado e pedir apoio dos empresários para resolver os déficits. A principal proposta foi de corte de incentivos, com o argumento de que há uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para a revisão dos incentivos.

“Nós concordamos que a política de incentivo fiscal é boa porque atrai empresas para investir no Estado e aumenta a competitividade em relação ao resto do País, mas queremos cortar benefícios, justamente, de empresas que ultrapassem essa linha de competitividade”, disse o deputado.

Perguntado sobre quais segmentos seriam, portanto, atingidos por esse corte, Luciano disse que ainda não há nada definido, mas reiterou que o critério será em relação à linha de competitividade. “Por isso, na reunião, nós pedimos que os empresários nos ajudem a apontar quais seguimentos se encaixam nessa condição”, afirmou.

Assim como o relator ainda não tem a quantidade de áreas da indústrias que podem sofrer com essa determinação de corte, ele também não tem a previsão monetária do impacto disso. “Essas simulações ainda não foram feitas para que possamos passar um número exato, mas o impacto social será importante, porque o Estado terá a oportunidade de arrecadar mais”, justificou.

Luciano ainda reiterou a urgência dessa pauta e a necessidade do apoio do setor empresarial, tendo em vista o aperto dos prazos para a LOA e para a Lei de Convalidação dos Incentivos Fiscais. Ambas devem estar prontas e aprovadas até o fim do ano.

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