Caiado faz pacto com candidato a governador que é réu por enriquecimento ilícito

Mauro Mendes, que também é do DEM, é governadoríavel em Mato Grosso e teve bens bloqueados pela Justiça por suspeita de fraude em um leilão

Ronaldo Caiado e Mauro Mendes | Foto: Júnior Guimarães

O candidato ao governo de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) voltou a fazer campanha na cidade de Aruanã, na última semana, defendendo o Rio Araguaia, um dos principais leitos do Brasil e que nasce no Estado de Goiás. Desta vez, o governadoríavel não esteve sozinho, ele se uniu ao colega democrata Mauro Mendes (DEM) candidato a governador no Mato Grosso, onde prometeram salvar o rio e estabelecer uma “política conjunta”.

Apesar de ter como tônica de toda a sua campanha o discurso anti-corrupção, Caiado não se importou em posar ao lado do colega de partido, réu por enriquecimento ilícito. O goiano, na verdade, nunca chegou a citar as denúncias que envolvem o mato-grossense.

Mauro Mendes, que também foi prefeito de Cuiabá, capital de Mato Grosso, se tornou réu no primeiro semestre pelo Tribunal Regional Federal (TRF) sob o argumento de que existem fortes indícios de que o democrata recebeu vantagens econômicas indevidas.

Na época, o juiz da 8ª Vara Federal de Cuiabá, Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, recebeu ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e chegou a determinar o bloqueio cautelar de bens do candidato mato-grossense.

Com o recebimento da ação, Mauro e uma juíza, envolvida no caso, passaram a ser investigados por ato de improbidade administrativa que teria sido cometida em 2009, quando supostamente simularam um negócio jurídico oneroso (um empréstimo de R$ 300 mil), a fim de “burlar” o sistema que impede a participação legal de magistrados em leilões promovidos pela Justiça do Trabalho.

“Há elementos hábeis da comprovação da prática de enriquecimento ilícito”, afirmou o juiz do caso que, recentemente, em junho, rejeitou todos os argumentos apresentados pela defesa de Mauro Mendes.

A defesa de Mauro Mendes alega, por sua vez, que não houve qualquer ilegalidade no processo e que os fatos não possuíram qualquer relação com o exercício do político como prefeito de Cuiabá.

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