Caiado deve ser o presidente do União Brasil em Goiás

Partido que nascerá da fusão entre DEM e PSL deve ser formalizado em fevereiro, após o fim do recesso do judiciário. Delegado Waldir deve ficar com a vice-presidência e com a Tesouraria

União Brasil deve ser formalizado em fevereiro, após o recesso do judiciário | Foto: Divulgação

Em vias de formalização, o União Brasil, partido que nascerá da fusão entre o Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL), deve ser presidido em Goiás pelo governador Ronaldo Caiado (DEM). O comando do diretório estadual também deve ser composto pelo deputado federal Delegado Waldir (PSL), que deve assumir a vice-presidência, a tesouraria e uma secretaria da nova sigla. “O diretório deve ser dividido em partes iguais entre o governador e eu, mas cabendo a ele a indicação da presidência”, antecipa o delegado ao Jornal Opção. Principal nome do PSL no Estado, ele foi um dos articuladores, em âmbito nacional, da formação do novo partido.

Caiado também integrará a executiva nacional do União Brasil. O goiano será o terceiro dos 11 vice-presidentes da sigla e ainda faz parte da Comissão Executiva Nacional Instituidora do União Brasil. A cúpula do partido terá na presidência o deputado federal Luciano Bivar (PE), atual presidente do PSL; na secretaria-geral o ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto, hoje líder do DEM; na tesouraria Maria Emília Gonçalves de Rueda, advogada e irmã do 1º vice-presidente do União Brasil, Antônio Rueda – também vice no comando do PSL. A previsão é a de que o União Brasil seja formalizado em fevereiro, logo após o fim do recesso do judiciário. A criação efetiva do partido precisa ser chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após homologado, o novo partido – que tende a apoiar o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022 em detrimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) – terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 82 parlamentares, e já nasce com oito senadores, quatro governadores, incluindo o de Goiás, e 545 prefeituras. Será a primeira vez em duas décadas que a direita agregará tantos parlamentares em um único partido. A última vez que algo parecido ocorreu foi durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (FHC), em 1998. À época, o então Partido da Frente Liberal (PFL) – que em 2007 passou a se chamar Democratas – elegeu 105 parlamentares.

Com esse número de parlamentares, o União Brasil vai desbancar o Partido dos Trabalhadores (PT), que desde 2010 tem a maior bancada na Câmara dos Deputados, posto que manteve mesmo diante do impacto do antipetismo, um marco na última corrida eleitoral. Em 2018, no auge da crise institucional, o PT elegeu 54 deputados. Hoje, o PT tem 53, mesmo número do Partido Social Liberal (PSL).

A fusão entre o DEM e o PSL foi anunciada no mês outubro deste ano. Desde então, as siglas aguardam a autorização do TSE para quem possam existir oficialmente. “O Democratas e o PSL juntos têm aquilo que nós sabemos: espírito público, garra e coragem. O Brasil tem jeito. O Brasil tem rumo”, diz o governador e presidente do DEM em Goiás. De acordo com Caiado, o União Brasil – legenda cujo número nas urnas eletrônicas deve ser o 44 – surge calcado na “defesa intransigente da democracia” e tendo-a “como princípio fundamental e inegociável, garantidora da tolerância, pluralidade, respeito e diálogo.”

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