Cai para mil o número de grevistas da Saúde na capital

Sindicato que representa categoria informou que redução de trabalhadores parados se deu após determinação judicial. Paralisação completa 16 dias nesta terça-feira (28)

O número de trabalhadores da Saúde em greve em Goiânia gira em torno de mil após a Justiça determinar o retorno de 90% dos profissionais às unidades de atendimento. Inicialmente eram quase 4 mil de braços cruzados. A contagem foi um dos destaques da assembleia da categoria na Câmara Municipal de Vereadores, nesta terça-feira (28/4), quando os trabalhadores apresentaram balanço dos 16 dias de paralisação.

As entidades representativas responsabilizam a crise administrativa por qual passa o prefeito Paulo Garcia (PT) pela deflagração da greve. Enfermeiros, farmacêuticos e odontólogos reclamam da precariedade e abandono das unidades de saúde, além da retirada de direitos dos trabalhadores prevista no projeto de reforma do Poder Executivo.

“Não dá para compreender que a Prefeitura de Goiânia não consiga melhorar a situação. Não queremos reforma de hospitais, mas sim equipamentos e medicamentos para termos condições de ficar dentro das unidades. Trabalhamos com a vida, mas sem as devidas condições de trabalho e atendimento podemos gerar mais doença”, pontuou Flaviana Alves, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Único de Saúde em Goiás (Sindsaúde).

Itens básicos

A ausência de insumos básicos para atendimento aos pacientes também foi pautada: falta de soro oral para tratamento inicial de enfermos de dengue, no Cais de Campinas, no Setor dos Funcionários. Já no Cândida de Morais, em bairro homônimo, equipamentos para realização de exames de sangue e hemograma estão quebrados.

Outro ponto levantado foi em relação ao concurso da categoria, feito em 2012. A Prefeitura de Goiânia prorrogou a convocação dos aprovados no certame para 2014. O limite para o chamamento é 2016.

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