O Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Pesquisas Socioeconômicas (IMB) realizou um estudo sobre os jovens que não trabalham e não estudam no Estado de Goiás. Para se referir à população que não possuí vínculos formais com o mercado de trabalho e com o sistema educacional foi utilizado o termo “nem-nem”. Os nem-nem também englobam aqueles que não estão buscando emprego ou capacitação profissional.

O número de jovens nem-nem, entre 15 e 29 anos de idade, em Goiás vem registrando forte tendência de queda desde 2020. A recuperação econômica em conjunto com a rede de proteção social, instituída após a crise desencadeada pela pandemia de covid-19, ajuda a justificar esse novo cenário. Em 2022, dentre as 27 unidades da federação, Goiás apresentou o oitavo menor percentual dessa população, com 18,3%, enquanto a média nacional registrou 20,90%. Essa taxa também é a menor da série histórica goiana.

A adoção de políticas voltadas a este público, como o Programa Bolsa-Estudo, Programa Aprendiz do Futuro e Bolsa Qualificação, podem ter contribuído para a queda do indicador e, deste modo, ter atingido os seus objetivos de redução na evasão escolar e na maior inserção no mercado de trabalho.

“Esse cenário positivo nos impulsiona a ampliar os nossos esforços em busca do aperfeiçoando dos programas já existentes e para o desenvolvimento de novas políticas públicas no Estado. A queda no número de jovens fora do mercado de trabalho e da escola representa para Goiás uma maior produtividade e crescimento econômico no futuro”, destaca o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.

Série histórica

Entre os anos de 2012 e 2016 a média trimestral do percentual de jovens nem-nem entre 15 e 29 anos se mostrou relativamente estável em Goiás e no Brasil, exibindo maiores variações entre altas e baixas taxas nos anos de 2017 e 2018, apresentando uma tendência de crescimento a partir de 2019. Em 2020, provavelmente em razão da crise da pandemia, Goiás registrou o maior percentual da série histórica. A partir da recuperação econômica, o Estado começou a registrar queda, alcançando em 2022 o oitavo menor percentual dos jovens nem-nem entre as 27 unidades da federação e o menor percentual desde 2012 (18,3%).

O estudo do IMB se baseou em informações trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, abrangendo desde o primeiro trimestre do ano de 2012 até o quarto trimestre de 2022. Para a análise, foram considerados indivíduos jovens com idade entre 14 e 29 anos, 15 a 17 e 18 a 24. Essas faixas constituem o público alvo de programas sociais estaduais voltados para a juventude, como o Programa Bolsa-Estudo, Aprendiz do Futuro, Bolsa-Qualificação e do CNH-Social.

O Diretor-Executivo do IMB, Erik Figueiredo, enfatiza sobre a importância do estudo elaborado pelo instituto. “Ter o diagnóstico dos jovens nem-nem é fundamental para dar suporte ao desenvolvimento de políticas públicas, e esse estudo poderá auxiliar a gestão no desenvolvimento de novas estratégicas que visam aumentar a efetividade das iniciativas que já estão em ação”, enfatiza.