Cachoeira responde a processo disciplinar por tentar fazer churrasco dentro da prisão

Veículo com quatro quilos de carnes, dois quilos de tomate e dois quilos de mandioca teve entrada permitida no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Foto – Reprodução

Detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde o dia 10 de maio, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, responde a processo disciplinar por ter tentado realizar um churrasco dentro da unidade prisional na última sexta-feira (1º/6).

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) confirmou que o chefe de equipe do Núcleo de Custódia da penitenciária autorizou os policiais militares que trabalhavam na portaria principal do complexo a permitir a entrada de um veículo Toyota Corolla que levava cerca de quatro quilos de carnes, dois quilos de tomate e dois quilos de mandioca.

De acordo com um servidor, um amigo de Cachoeira “havia mandado os produtos para que eles fizessem um churrasco no local”.

Segundo a DGAP, os servidores envolvidos já foram afastados do serviço e serão submetidos a um procedimento administrativo para apuração dos fatos.

Carlinhos Cachoeira foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de corrupção e fraude em licitação no caso Loterj, mas a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) resolveu acolher parcialmente recurso da defesa do contraventor e reduziu sua pena para 4 anos em regime semiaberto

Confira na íntegra a nota da DGAP:

Após informações repassadas pelos serviços de inteligência de que, na última sexta-feira (1º/6), servidores lotados no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia haviam autorizados a entrada de produtos não permitidos no local, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informa que determinou o imediato afastamento de todos os servidores envolvidos, de plantão no local.

Por volta das 18h30, o chefe de equipe da unidade autorizou os policiais militares que trabalhavam na portaria principal do complexo, a permitir a entrada do veículo Toyota Corolla, placa PQW 2576, que, de acordo com a revista realizada, levava cerca de quatro quilos de carnes, dois quilos de tomate e dois quilos de mandioca. Segundo o servidor, um amigo havia mandado os produtos para que eles fizessem um churrasco no local.

Tão logo tomou conhecimento do assunto, a direção da DGAP determinou, além do afastamento dos servidores, a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos.

De acordo com o apurado, os produtos foram destinados ao preso Carlos Augusto Ramos, que vai responder a procedimento disciplinar.

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