Cabo Sena nega que indicação de Valfran seja “moeda de troca” entre Paço e Câmara Municipal

Após a oficialização do novo titular da Seplanh, surgem rumores de troca de favores entre os órgãos, que teria envolvido arquivamento da eleição da mesa diretora; vereador do Patriota nega e afirma não passar de coincidência

Vereador Cabo Sena (Patriota), no Plenário da Câmara Municipal. | Foto: Câmara Gyn

A oficialização de Valfran Sousa no cargo de novo titular da Secretaria de Planejamento Urbano e Habilitação (Seplanh), que já era pleiteado ao cargo pelo Patriota, foi alvo de rumores por ocorrer após reunião do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), com o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Patriota). A suspeita é que a oficialização se daria como uma moeda de troca entre o Paço e a Casa, para que interesses mútuos fossem atendidos.

As especulações iniciaram após a indicação de Valfran ocorrer exatamente um dia após a reunião entre os gestores e do arquivamento do projeto que anteciparia as eleições da mesa diretora. O movimento também ocorreu, como o Jornal Opção já havia antecipado, nesta segunda-feira, 3, após 22 vereadores assinarem documento articulado pelos parlamentares Leandro Sena (Republicanos), Léo José (PTB), Lucas Kitão (PSL) e Sabrina Garcêz (PSD) contra a antecipação das eleições que havia sido aprovada na semana anterior pela Comissão Mista da Casa.

O vereador Cabo Sena (Patriota), negou os rumores e disse que tudo não se passou de uma coincidência. “As coisas só andaram juntas. Não teve nada a ver, o projeto [ter saído de pauta] para estabelecimento de um acordo. Até porque, o acordo já tinha sido firmado bem anteriormente. Não teve troca de favores”, destacou.

Cabo Sena ainda destacou que o interesse do presidente da Câmara em antecipar as eleições não abalou a relação do Paço Municipal com o partido.

“O presidente querer não basta. Ele querer, é uma coisa, os vereadores apoiarem, é outra. Na comissão mista, todos os vereadores votaram por unanimidade, porque eles entenderam que não ia atrapalhar nada. O detalhe é que, depois de os vereadores terem votado por unanimidade, houve sim por parte de alguns vereadores a solicitação de que não era interessante antecipar a eleição nesse momento. Todos os vereadores entenderam que poderia ser deixado para depois. Então não teve interferência do Paço, mesmo que tenha existido a lista”, ressaltou o vereador do Patriota.

Questionado sobre a abrupta mudança de comportamento e opinião coletiva e quase unânime entre os vereadores, o parlamentar responde que “a política é dinâmica e essa é a beleza da democracia”. Segundo ele, o foco atual é a pandemia. “Posteriormente, o vereador que tiver interesse, pode solicitar que a eleição volte a pauta novamente”, concluiu.

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