Bumlai é condenado a 9 anos de prisão por corrupção e gestão fraudulenta

Pecuarista próximo ao ex-presidente Lula atuou como intermediário do PT para conseguir empréstimo no Banco Schachin, quitado com dinheiro da Petrobras

O pecuarista José Carlos Bumlai foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão por gestão fraudulenta e corrupção passiva. A sentença, proferida após denúncia decorrente da 21ª fase da Operação Lava Jato, faz referência a um empréstimo de R$ 12 milhões no Banco Schahin em 2004 e por vantagem indevida na compra do Navio-Sona Vitória 10.000 pela Petrobras.

Também foram condenados o empresário Fernando Baiano, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros cinco réus: o ex-gerente da Petrobras, Eduardo Costa Vaz; o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró; o ex-executivo do grupo Schahin, Fernando Schahin; e os executivos do mesmo grupo, Milton Schahin e Salim Schahin.

Preso em novembro de 2015 pela Polícia Federal, Bumlai é considerado amigo do ex-presidente Lula (PT) e foi um dos citados pelos delatores da Operação Lava Jato.

Bumlai foi usado, segundo Sérgio Moro, como intermediário de pagamentos de seus interesses. As investigações descobriram que os valores, embora conseguidos no nome de Bumlai, foram na verdade repassados ao PT. O contrato com a Petrobras foi usado para conseguir o dinheiro da quitação do empréstimo.

Na sua defesa, Bumlai disse ter sido o “trouxa perfeito” do partido na mediação do dinheiro. Para Moro, no entanto, o pecuarista não é inocente e não foi obrigado a fazer o empréstimo. Sua advogada já afirmou que vai recorrer.

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