Brinquedos do Mutirama funcionavam com fiação exposta e freio feito de isopor

Laudo complementar realizado no parque foi finalizado nesta semana e apontou diversas irregularidades nas atrações

A perícia realizada em diversas atrações do Parque Mutirama, em Goiânia, confirmou que outros brinquedos do espaço de lazer funcionavam de forma precária e poderiam causar graves acidentes, assim como ocorreu com o Twister — alvo de pane no mês de julho e que resultou em um grave acidente com mais de 10 vítimas.

Em entrevista ao Jornal Opção nesta sexta-feira (12/1), o delegado responsável pelo caso, Isaias Pinheiro, contou que o laudo pericial complementar apontou que todo o parque carecia de manutenção.

Segundo o titular, foram verificados nos brinquedos periciados improvisos inadequados, fissuras externas e fiação elétrica exposta. Em um dos brinquedos, o freio utilizado havia sido improvisado com material de isopor.

“Não são problemas estuturais, mas que demandam a devida manutenção. Outros acidentes poderiam acontecer. A fiação exposta, por exemplo, poderia causar um curto circuito”, argumenta Isaias.

Apesar do cenário caótico, o delegado afirma que as irregularidades são menos preocupantes do que as verificadas na perícia realizada no Twister. Por isso, opina que o parque poderia até mesmo voltar a funcionar, desde que fosse contratada uma empresa para realizar a manutenção dos brinquedos.

Para reabrir as portas, completa o titular, o parque também deveria passar por inspeção no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e contar com o aval do Judiciário.

Isaias explica, ainda, que o laudo liberado nesta semana não deve resultar em uma nova denúncia ou indiciamentos. “A investigação já foi realizada. Vamos apenas encaminhar o resultado ao Judiciário para que seja anexado ao inquérito que já vem tramitando”, explica.

Tragédia anunciada

No dia 26 de julho, um grave acidente no parque Mutirama deixou 13 pessoas feridas . A atração chamada “Twister” sofreu uma pane, jogando as pessoas ao chão. Desde então, o parque está interditado e é alvo de investigações.

A Polícia Civil indiciou três pessoas pela tragédia, incluindo o presidente da Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul), Alexandre Magalhães, pelo crime de lesão corporal culposa por omissão.

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ziro

Se depender do judiciário, esquece, essa gente não está nem aí com a população, há exceções, vivem no parnasianismo … Acham que não fazem parte do ESTADO, que vivem numa crise ética, moral, sem precedentes, através de decisões defensivas contra a sociedade brasileira, que não aguenta mais pagar impostos e mais impostos, sem o adequado retorno através de serviços de públicos de qualidade. A solução é uma só, redução do Estado e diminuição dos impostos, caso contrário, o Brasil será sempre um país do futuro.

Lincoln Aurélio

Concordo Ziro, certinho.