Brasil tem piores indicadores da América Latina sobre respeito aos direitos políticos das mulheres

Dados fazem parte do projeto Atenea e analisa 40 indicadores categorizados em oito dimensões relacionadas ao tema e, a partir dessas informações, calcula o Índice de Paridade Política (IPP)

Galeria Histórica das Deputadas Federais. Foto: Reprodução.

De acordo com um levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Mulheres sobre direitos políticos das mulheres, o Brasil ocupa 9º lugar entre 11 países da América Latina.

O país está entre os piores indicadores da América Latina no que diz respeito aos direitos políticos das mulheres e à paridade política entre homens e mulheres.

Segundo o documento, o Brasil atingiu 39,5, acima apenas de Chile e Panamá. Os países que alcançaram os maiores índices foram: México (66,2), Bolívia (64) e Peru (60,1).

Os dados fazem parte do projeto Atenea e analisa 40 indicadores categorizados em oito dimensões relacionadas ao tema e, a partir dessas informações, calcula o Índice de Paridade Política (IPP).

O Atenea, criado em 2014, é um mecanismo criado para acelerar a participação política das mulheres em países da América Latina e do Caribe, com o intuito de gerar mudanças mais sustentáveis para alcançar a paridade de gênero na esfera política.

“O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer em direção à paridade de gênero e, para isso, é fundamental que ocorram mudanças institucionais, sejam estabelecidos compromissos sólidos e atuação coordenada entre distintas entidades, para que seja possível produzir e incrementar avanços em cada uma das oito dimensões abordadas”, afirmou a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia Divinskaya.

Ao todo, participaram do levantamento os países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru e Uruguai.

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