Brasil perde 158 mil empregos em julho, pior resultado desde 1992

No País, somente três Estados — Pará, Maranhão e Mato Grosso — tiveram elevação no número de trabalhos formais, influenciados principalmente pela construção civil

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta sexta-feira (21/8), dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que mostram no mês julho uma perda de 158 mil trabalhos com carteira assinada em todos os setores, o que equivale a um declínio de 0,39% em relação a junho.

Este foi o pior resultado do mês desde 1992. No total, foram 1.397.393 contratações contra 1.555.298 demissões. Em 2015, a redução alcançou 1,20%, correspondendo à perda de 494.386 postos de trabalho.

A agropecuária teve o melhor número desde 2010, tendo sido a única área com resultado positivo, com aumento de 24.465 postos — um crescimento de 1,51%. A elevação do emprego na agropecuária foi proveniente, principalmente, do desempenho das atividades ligadas ao cultivo de laranja (aumento de 7.110 postos), às atividades de apoio à agricultura (5.259 postos), ao cultivo de plantas de lavoura temporárias não especificadas (4.867 postos) e ao cultivo de soja (3.067 postos).

No País, somente três Estados elevaram o número de empregos formais: Pará (2.634 empregos), Maranhão (2.121) e Mato Grosso (770). A região que apresentou maior perda de postos de trabalho foi a Sudeste, com menos 0,37%, equivalente a 79.944 empregos. Em seguida vem as regiões Sul (44.943 postos ou 0,60%), Nordeste (25.164 postos ou 0,38%), Centro-Oeste (5.830 postos ou 0,18%) e Norte (2.024 postos ou 0,11%).

Confira as perdas nos setores:

  • Indústria de Transformação: 64.312 postos ou 0,80% — houve diminuição em todos os segmentos que a integram, mas os ramos que apresentaram as maiores quedas foram:
    -Indústria Têxtil: 8.567 postos ou 0,86%
    -Mecânica: 7.762 postos ou 1,26%
    -Metalúrgica: 7.046 postos ou 0,99%
    -Material de Transporte: 6.326 postos ou 1,17%
    -Produtos Alimentícios: 6.159 postos ou 0,32%
  • Serviços: 58.010 postos ou 0,33%
  • Comércio: 34.545 postos ou 0,37%
  • Construção Civil: 21.996 postos ou 0,75%

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