Brasil não merece ser desqualificado com agressões à Vice-Presidência, diz Temer

Presidente em exercício, Michel Temer (PMDB) afirma que se sentiu atacado por declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) em discurso nos Estados Unidos

“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional | Foto: Anderson Riedel/VPR

“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional” | Foto: Anderson Riedel/VPR

O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse nesta sexta-feira (22/4) que o Brasil não merece ser desqualificado com agressões à Vice-Presidência e que decidiu dar entrevistas à imprensa estrangeira após se sentir atacado por declarações da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista ocupa a Presidência desde ontem (21), quando Dilma viajou para os Estados Unidos.

“Fui provocado para aquelas entrevistas, achei que deveria dizer alguma coisa à imprensa internacional, já que houve manifestações [de Dilma] em relação à imprensa internacional, especialmente pretendendo desqualificar a minha posição. Aí não é a coisa do vice-presidente, é uma coisa do Brasil, acho que o Brasil não merece desqualificação por meio de eventuais agressões à Vice-Presidência”, disse Temer em entrevista na saída de seu gabinete, no anexo do Palácio do Planalto.

Nos últimos dias, Dilma endureceu as críticas sobre o impeachment contra ela que tramita no Senado, classificando o processo de golpe. Dilma está em Nova York para a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre mudança do clima ma Organização das Nações Unidas (ONU). Antes de embarcar de volta ao Brasil, a presidente concedeu entrevista a jornais estrangeiros em que disse que há uma “gravíssima aventura golpista” em curso no país.

Ontem (21), Temer deu entrevistas ao The New York Times, ao Financial Times e ao Wall Street Journal em que negou que esteja conspirando contra Dilma, disse que está preocupado com as declarações da presidente sobre o Brasil no exterior, como se o país fosse uma “república menor” onde “ocorrem golpes”. Ao The New York Times, Temer disse ainda que passou quatro anos no “ostracismo absoluto”.

Em silêncio

Sobre o eventual afastamento de Dilma, o vice-presidente voltou a dizer que vai aguardar “silenciosa e respeitosamente” a decisão do Senado. Perguntado sobre as conversas que têm tido para montar a equipe de seu possível governo, Temer respondeu que está “apenas ouvindo”.

“Naturalmente, estou sendo procurado por muita gente, estou ouvindo muita gente, mas apenas ouvindo, nada mais do que ouvindo.”

O presidente em exercício disse ter considerado “adequado” o discurso de Dilma na ONU, em que a presidente afirmou que a sociedade brasileira saberá impedir retrocessos, mas sem mencionar a palavra golpe.

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Maria Da Silva Gomes

o Sombra do Diabo Golpista! Fora Temer!