Brasil fica entre os últimos colocados em ranking mundial de educação

País é 60º entre 76 países avaliados quanto ao desempenho de estudantes em ciência e matemática

Foto: Ciete Silvério / Governo do Estado de SP

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Bruna Aidar

O Brasil ocupa a 60ª posição em um ranking mundial de educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa comparou 76 países baseando-se em provas sobre ciência e matemática aplicada a alunos de 15 anos. A lista foi divulgada nesta quarta-feira (13/5) e revelou um fraco desempenho dos países sul-americanos.

As cinco primeiras colocações ficaram com os asiáticos, respectivamente: Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Nas piores colocações ficaram Honduras, África do Sul e Gana, o último país na lista. No geral, os países da África, América do Sul e Oriente Médio ficaram nas últimas posições da lista.

O primeiro país sul-americano a figurar no ranking é o Chile, que ocupa a 48ª colocação. Entre os países da América do Sul, o Brasil só ficou à frente da Argentina (62º), Colômbia (67º) e Peru (71º). O Uruguai também foi avaliado e teve um desempenho melhor que o brasileiro, ficando na 55ª posição.

O Diretor de Educação da OECD, Andreas Schleicher, ressaltou que a pesquisa tem a função de fornecer dados para que tanto os países pobres quanto os ricos tenham condições de se comparar aos líderes mundiais em educação.

A pesquisa se preocupa ainda em estabelecer uma conexão entre a melhoria no sistema educacional e os ganhos na economia. Segundo Schleicher, o estudo permite “ver os ganhos econômicos gerados a longo prazo gerados pela melhoria na educação”. Confira abaixo o ranking completo:

1. Cingapura

2. Hong Kong

3. Coreia do Sul

4. Japão

4. Taiwan

6. Finlândia

7. Estônia

8. Suíça

9. Holanda

10. Canadá

11. Polônia

12. Vietnã

13. Alemanha

14. Austrália

15. Irlanda

16. Bélgica

17. Nova Zelândia

18. Eslovênia

19. Áustria

20. Reino Unido

21. República Tcheca

22. Dinamarca

23. França

24. Látvia

25. Noruega

26. Luxemburgo

27. Espanha

28. Itália

28. Estados Unidos

30. Portugal

31. Lituânia

32. Hungria

33. Islândia

34. Rússia

35. Suécia

36. Croácia

37. República Eslovaca

38. Ucrânia

39. Israel

40. Grécia

41. Turquia

42. Sérvia

43. Bulgária

44. Romênia

45. Emirados Árabes Unidos

46. Chipre

47. Tailândia

48. Chile

49. Cazaquistão

50. Armênia

51. Irã

52. Malásia

53. Costa Rica

54. México

55. Uruguai

56. Montenegro

57. Bahrein

58. Líbano

59. Geórgia

60. Brasil

61. Jordânia

62. Argentina

63. Albânia

64. Tunísia

65. Macedônia

66. Arábia Saudita

67. Colômbia

68. Catar

69. Indonésia

70. Botswana

71. Peru

72. Omã

73. Marrocos

74. Honduras

75. África do Sul

76. Gana

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Paulo Santhiago

E viva o construtivismo! SQN.

Lulima

Se informe! O construtivismo não é método, ele vem ao encontro do palco onde o processo de aprendizagem se dá: o pensamento. São as interpretações errôneas que impedem o sucesso escolar.

Paulo Santhiago

Lulima, leia novamente a frase “E viva o sócio construtivismo!”. Agora me diga onde afirmei o que é o construtivismo. Seu comentário me dá a entender que você leu a frase e “construiu” um significado para ela partir de suas experiências pessoais anteriores – talvez debates sobre o tema – exatamente o que o construtivismo estimula os alunos a fazer. O problema é que, no mais das vezes, o conhecimento “construído” a partir de meras experiêncas pessoais induzem a uma interpretação enviesada da realidade, como no caso da leitura do meu primeiro comentário.

Sergio Alberto Rivera Jimenez

O resultado do Brasil e por causa da má qualidade do ensino e pelo número de horas de aulas por dia. No Chile há muito tempo estuda-se 8 horas por dia, tanto no primário, secundário e universitário. Os países melhores qualificados sofreram forte e massiva atuação, um verdadeiro mutirão, para erradicar o analfabetismo, e consequentemente melhorar a educação. são os chamados tigres asiáticos. O Brasil continua esperando esse mutirão.