Brasil é o lugar mais caro do mundo para se ter um Apple; veja motivos

Marca é mais barata nos Estados Unidos, no Japão e em Hong Kong. Impostos e câmbio dificultam acesso de brasileiros

Produtos da Apple são mais caros no Brasil. | Foto: divulgação

Um estudo revelou que o Brasil é o país onde os produtos da Apple são vendidos com os maiores preços no mundo. Os motivos são: altos impostos e câmbio elevado. Estados Unidos, Japão e Hong Kong tem os menores valores da marca.

O estudo foi realizado pelo portal CumpoValido com a Statista e Nukeni. Os preços foram comparados através de lojas oficiais da Apple. Ao levar em consideração o salário-mínimo do país, os brasileiros precisam trabalhar o equivalente a 14 meses para comprar um iPhone 13 Pro Max 1TB.

Os americanos, por outro lado, precisam de trabalhar pouco mais de um mês para comprar o mesmo celular. Os australianos, apenas 12 dias. Em comparação com outros países da América Latina, o Brasil apresenta preços até 50% superiores. Também não é fácil adquirir um produto Apple na Turquia e na Índia.

Mesmo assim, a Apple é responsável pela venda de 14% de celulares no Brasil. A atração da empresa é o iPhone, responsável por 48% de sua receita total. Com novo segmento de produtos, como relógios, computadores, AirPods e iPad, a clientela tem aumentado. O que antes representava 5% das vendas da marca, subiu para 11%. No entanto, para ter um produto deste, os brasileiros precisam desembolsar quantia maior do que o resto do mundo.

Aproximadamente 40% do preço de um iPhone é referente a impostos cobrados pelo Brasil. Os principais tributos são: IPI, imposto de importação, PIS, COFINS e ICMS. Além disso, o dólar alto aumenta o valor.

O Real foi a moeda que mais de desvalorizou no mundo no ano passado, cerca de 40%. Isso significa que o custo de todos os produtos importados subiu significativamente.

A marca é a mais valiosa do mundo, com R$408 bilhões de receita. A venda de AirPod, fone de ouvido sem fio, representou maior faturamento do que o de empresas como Spotify, Twitter, Snapchat e Shopigy juntas.

Veja ranking de preços:

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