Brasil e Bélgica: melhor defesa contra melhor ataque

Em jogo sem favoritos, seleção brasileira enfrenta os belgas nas quartas de finalEm jogo sem favoritos, seleção brasileira enfrenta os belgas nas quartas de final

Montagem: Reprodução

Cilas Gontijo

Na última segunda-feira (2/7) o Brasil conseguiu garantir sua vaga nas quartas de final após jogar contra o México em uma partida justa e aberta. Em campo, os mexicanos conseguiram encurralar os brasileiros em seu campo defensivo, porém, a marcação sempre forte não deu chances aos atacantes do time adversário. Thiago Silva, comandante da zaga, tirou todas as bolas possíveis pelo alto e por baixo sempre com apoio do seu fiel escudeiro Miranda. Com Casemiro como um tanque na entrada da área, a bola também pouco chegou ao nosso goleiro Alisson.

Nesse jogo, os considerados craques, que ainda vinham devendo muito nessa Copa, principalmente Willian e Neymar, cresceram no momento certo da competição, quando mais foi preciso.

Felipe Luiz também tem jogado e marcado muito bem na lateral esquerda, nos fazendo esquecer um pouco do Marcelo, que saiu por conta de uma contusão. Até o “mais ou menos” Fagner, lateral direito, que ganhou a vaga de Danilo – também com contusão -, jogou e desarmou bem, apesar de não ter chegado muitas vezes na linha de fundo para cruzar bola na área.

Coutinho e Paulinho, que vinham sendo referência no time de Tite, nesse último jogo foram abaixo da média, talvez por desgaste físico. Já Gabriel Jesus, dono da camisa 9, contestado por grande parte dos torcedores, mas elogiado pelo treinador, outra vez não marcou gol. Segundo Tite, ele é essencial no esquema de jogo da seleção brasileira.

No fim do jogo contra o México o ataque brasileiro funcionou muito bem. Neymar fez o primeiro gol e Willian fez a diferença. Firmino marcou o segundo.

Agora, que venha a seleção da Bélgica nas quartas. Um time considerado muito forte no seu ataque, inclusive, com doze gols de saldo na Copa, mas que, pelo menos, conta com uma defesa não muito boa.

O time é comandado pelo camisa 9, Romelu Lukako, que já marcou quatro gols no torneio e tem auxílio de, pelo menos, mais três grandes jogadores – Kevin De Bruyne, Eden Hazard, Dries Mertens – e um reserva bom de bola e de alta estatura: Marouane Fellaini. A Bélgica pode surpreender.

O jogo, portanto, não tem favoritos. Se uma é forte no ataque, a outra é forte na defesa. O que pode contar a favor da nossa seleção, então, é que nossos craques vêm crescendo a cada jogo. Espera-se que Coutinho jogue melhor, que o foguetinho Willian voe baixo, que Neymar continue bem e que Gabriel Jesus desencante e faça o esperado de uma camisa nove: gols.

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