Bombeiros apontam riscos e cuidados para banhistas não serem vítimas de afogamento

No caso de crian├ºas, o descuido por parte dos pais ├® a principal causa de acidentes. J├í quanto aos adultos, o ├ílcool ├® o maior causador de afogamentos

Foto: Alexandre Macieira/ Riotur

Foto: Alexandre Macieira/ Riotur

Nesse per├¡odo de f├®rias de final de ano, muitas pessoas escolhem passar o Natal e R├®veillon em locais pr├│ximos a lagos, rios ou mares.┬áE ent├úo o perigo se instala. Conforme o capit├úo Patrick do Corpo de Bombeiros, a maioria dos casos de afogamentos poderiam┬áser┬áevitados. “A gente pode dizer que 90% de vidas perdidas poderiam ter sido preservadas. Preven├º├úo ├® a palavra”, disse o bombeiro.

Dados do Corpo de Bombeiros em Goi├ís┬áapontam que┬áo n├║mero de afogamentos esse ano, de janeiro at├® metade do m├¬s de dezembro – 79 casos -, foi maior do que o do ano passado, que teve registrado 64. Na ├║ltima segunda-feira (29) pela manh├ú,┬áum┬áadolescente┬áde 13 anos morreu afogado no Rio Dourado, em Crom├¡nia, Goi├ís. No mesmo dia ├á noite, em Niquel├óndia, um homem de 39 anos faleceu da mesma forma. Ele brincava ├ás margens de uma represa, perdeu o equil├¡brio, caiu na ├ígua e n├úo conseguiu voltar ├á margem.

O capitão Patrick explicou ao Jornal Opção Online que as maiores causas de afogamentos de crianças e adultos. Veja:

Crian├ºas ÔÇö┬á”O┬áafogamento ├® a segunda causa de ├│bito de crian├ºas de 1 a 9 anos, e geralmente envolve falta de vigil├óncia, descuido por conta do respons├ível. ├Çs vezes a crian├ºa at├® sabe nadar, mas as pessoas devem entender que isso ├® apenas uma auto sobreviv├¬ncia. Ainda assim, os respons├íveis devem vigiar, porque a resist├¬ncia f├¡sica dela ├® pequena. N├úo pode deixar ela livre para brincar do jeito que quiser, sozinha.”

Adultos Neste caso, conforme o capitão, as três principais causas são:

  • ├ülcool – “A pessoa tende a ficar mais corajosa, acreditando que consegue fazer uma travessia que l├║cida n├úo tentaria fazer. E os efeitos do┬á├ílcool retardam a pessoas, e ela n├úo consegue nadar, e o afogamento acontece.”
  • Mergulho em ├íguas rasas – “O adulto n├úo conhece a regi├úo, pula, fratura a coluna, n├úo consegue voltar a superf├¡cie e acaba se afogando.”
  • Neglig├¬ncia – “As pessoas, por serem adultas e saberem nadar, subestimam a regi├úo, e isso n├úo deve acontecer.”

Quanto aos cuidados, o capit├úo do Corpo de Bombeiros aponta que existe uma diferen├ºa entre as cautelas a serem tomadas quando se est├í em uma regi├úo de┬ários e lagos, e em mares. De acordo com ele, a primeira a├º├úo que o banhista deve tomar ao chegar ├á “├írea espelhada” ├® conhecer o local. “Deve┬ádelimitar┬áa ├írea de banho, principalmente quando estiver com crian├ºa. Ver as ├íreas rasas, e ficar somente l├í. Deixar a crian├ºa sozinha, jamais! Devemos lembrar que boia, colch├úo de ar, pode furar”, apontou.

No caso do mar, conforme o capit├úo Patrick, o banhista deve escolher uma ├írea com salva-vidas, e se atentar para os avisos. As ondas e correntes de retorno s├úo as principais preocupa├º├Áes. Se na praia n├úo houver avisos de “├írea pr├│pria para banho”, ou salva-vidas, o banhista deve permanecer na parte┬árasa, e se atentar para as ondas.

“O adulto deve┬áfazer o reconhecimento da ├írea. No caso de mar ├® complexo, porque a pessoa tem que ter no├º├úo de onde as ondas quebram, as correntes de retorno, porque se a pessoa entrar na corrente ela entra mar a dentro”, aponta┬áPatrick

Medidas a serem tomadas em caso de acidente

Se mesmo com todos os cuidados, um acidente acontecer, o capit├úo Patrick explica que a pessoa deve, primeiramente, manter a calma. “Se ela se debate, cansa demais, perde oxig├¬nio, que ├® o que mant├®m a pessoa na superf├¡cie. Caso ela n├úo consiga voltar, deve acenar com o bra├ºo e pedir socorro, mas sempre com calma”, disse, mas completa: “O melhor ├® n├úo adentrar em ├íguas profundas.”

No caso de algu├®m que esteja pr├│ximo de uma pessoa que est├í se afogando, o capit├úo pontua os procedimentos a serem tomados:

├ürea rasa – “Primeiramente, chame por socorro. Em local raso, a pessoa, se se sentir segura para isso, pode entrar e salvar a v├¡tima.”

├ürea profunda – “Nesse caso, a pessoa n├úo deve adentrar, porque sen├úo duas pessoas podem acabar se afogando. O que deve ser feito ├® jogar algum objeto – uma boia, corda – para que ela possa se agarrar e ser puxada para a margem.”

Ao chegar na margem – “Ap├│s resgatar a pessoa, os presentes devem avaliar se ela respira bem. Se ela apresentar espuma na boca e no nariz, deve ser levada imediatamento para um hospital, ou caso n├úo tenha um pr├│ximo, aguardar socorro. Se ela n├úo tiver espuma na boca ou nariz, mas estiver inconsciente, de imediato deve ser feita a respira├º├úo boca a boca, para fornecer oxig├¬nio.”

O principal, entretanto, ├® ao chegar no local de lazer, avaliar se existem hospitais, bombeiros, ou quaisquer outros socorros nas proximidades. E claro, avaliar os riscos antes de entrar na ├ígua, ter cuidado para que a divers├úo n├úo se torne trag├®dia. “├ë preciso pensar: se eu precisar de ajuda, onde vou recorrer? E sempre ficar em locais rasos, e no caso de crian├ºas, n├úo deix├í-las sozinhas na ├ígua”, conclui o capit├úo Patrick.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.