Bolsonaro volta a criticar Alexandre de Moraes e diz que ministro do Supremo tem agido como um “ditador”

Presidente continua alegando que o Brasil enfrenta um cenário de “ameaças golpistas”

Bolsonaro ataca Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmando que ele é arbitrário e ditatorial. | Foto: Igo Estrela/Metropoles.


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou durante uma entrevista a uma rádio do Rio de Janeiro que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, tem agido como um ditador e que o país enfrenta um cenário de ameaças golpistas. De acordo com o presidente, Moraes não tem trabalhado com o que a Constituição determina, sendo muito arbitrário e ditatorial. “A hora dele vai chegar”, afirmou Bolsonaro, que completou dizendo: “Não dá para continuarmos com um ministro arbitrário e ditatorial”. 

O presidente também atacou Luís Roberto Barroso, líder do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se opõe a uma das principais bandeiras levantadas por Bolsonaro nos últimos tempos: a adoção do voto impresso. De acordo com o presidente da República, Barroso faz parte de um complô que visa torná-lo inelegível, fazendo com que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vença as eleições de 2022. 

Na última quarta-feira, 4, o presidente foi incluído no inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Moraes. Ainda de acordo com Bolsonaro durante entrevista à rádio Jovem Pan, esse inquérito não possui embasamento jurídico e não deveria começar pelo STF. “Ele abre, apura e pune? Sem comentários. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está. Então o antídoto para isso também não está dentro dessas quatro linhas”, afirmou ao insinuar que poderia buscar tomar medidas não previstas em leis para barrar o inquérito. 

Possível fraude nas eleições 

Ao levantar novas suspeitas sobre uma possível fraude nas eleições passadas, Bolsonaro relembrou o episódio ocorrido em 2018, quando um hacker invadiu o sistema do TSE. Ao discorrer sobre o fato, o presidente afirmou que as conclusões já estavam prontas, uma vez que “o próprio TSE falou que a urna é vulnerável”. Segundo estudos solicitados e divulgados pela Folha de São Paulo, o inquérito não conclui que o sistema eleitoral foi fraudado em 2018.

O TSE afirmou por nota enviada à Folha que o código-fonte dos programas utilizados passa por muitas verificações e testes e que nada de anormal foi detectado neles. 

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