O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou à Superintendência da Polícia Federal após realizar exames na região da cabeça depois de sofrer uma queda na sala onde está custodiado. De acordo com a equipe médica, a queda ocorreu quando ele tentava caminhar pelo local. Os exames não confirmaram a ocorrência de crise convulsiva. Bolsonaro cumpre pena por golpe de estado no local.

Bolsonaro apresentou um mal-estar durante a madrugada de terça-feira, 6. A informação foi divulgada nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e posteriormente confirmada tanto pelo médico do ex-presidente quanto pela Polícia Federal.

Segundo o cirurgião Cláudio Birolini, Bolsonaro passou mal durante a madrugada, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-Maior e sofreu um traumatismo cranioencefálico leve. O episódio ocorreu seis dias após ele ter recebido alta médica, depois de procedimentos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.

De acordo com apuração da TV Globo, o ex-presidente não acionou imediatamente os agentes da Polícia Federal após a queda. A lesão só foi identificada no dia seguinte. Após avaliação, o médico responsável recomendou apenas observação clínica.

Na manhã desta quarta, ele foi encaminhado ao Hospital DF Star para a realização de exames de imagem e avaliação neurológica. Foram feitos uma tomografia computadorizada de crânio, uma ressonância magnética de crânio e um eletroencefalograma.

Os exames, que analisam diferentes aspectos do cérebro, foram solicitados pela defesa do ex-presidente e tiveram autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A tomografia computadorizada é utilizada principalmente para identificar alterações ósseas e possíveis sangramentos intracranianos. O procedimento é rápido e exige que o paciente permaneça imóvel durante a captação das imagens.

Já a ressonância magnética permite uma visualização mais detalhada dos tecidos do cérebro, sem uso de radiação. O exame costuma durar cerca de 30 minutos e é indicado para investigar lesões neurológicas, inflamações, tumores e outras alterações.

O eletroencefalograma, por sua vez, avalia a atividade elétrica cerebral por meio de eletrodos posicionados no couro cabeludo. O exame auxilia no diagnóstico de distúrbios neurológicos, como epilepsia, alterações de consciência e sequelas de AVC.

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