Bolsonaro tenta combater fama de radical com “Manifesto à Nação”

Candidato do PSL quer rebater críticas que tem recebido em documento sem divulgação prevista

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) pretende fazer compromisso em defesa da democracia e responder acusações de racismo e misoginia por meio do que tem chamado de Manifesto à Nação. O candidato está finalizando o manifesto que ainda não se sabe se será divulgado por meio de texto ou vídeo. Ele também pretende reiterar ao mercado que trabalhará por ajuste fiscal. A mensagem deve ser divulgada nas redes sociais.

A equipe de apoiadores pede urgência na divulgação do manifesto, mas o candidato quer discutí-lo um pouco mais. O conteúdo deve ter forte tom emocional e, se for em vídeo, deve ser gravado com Bolsonaro ainda no hospital, onde se recupera da facada que levou no dia 6 de setembro em Juiz de Fora.

Um dos temas centrais é rebater acusações de que o capitão da reserva não tem compromisso com a democracia e de que sua posse no Palácio do Planalto possa representar uma ameaça e represente resquícios da diatadura. O documento é elaborado a várias mãos.
Intitulado “Pela democracia, pelo Brasil”, um manifesto contra o candidato do PSL foi publicado neste domingo, assinado por um grupo que inclui intelectuais, juristas, artistas, esportistas, ativistas e empresários.

O “Manifesto à Nação” teria, portanto, respostas a alguns pontos presentes no documento contrário ao candidato. Inicialmente, a ideia foi inspirada na Carta aos Brasileiros, feita pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, para acalmar o mercado. Mas os apoiadores do capitão da reserva rejeitam a comparação e reiteram que o candidato só quer responder aos ataques que tem recebido.

Entre outras coisas, Bolsonaro deve rebater críticas que tem recebido, como a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), embora o tucano não tenha sido citado. O candidato do PSL também deve rechaçar a ideia de que é estatizante e reforçar que não tem divergência com Paulo Guedes, mesmo após as polêmicas envolvendo a CPMF. A divulgação do documento ainda não foi definida, porque o candidato teme um efeito negativo, considerando a proximidade com o primeiro turno.

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