Bolsonaro se irrita com pergunta sobre uso de máscara e manda jornalista ‘calar a boca’

Perguntado inicialmente sobre multa aplicada a ele pelo governo paulista pelo comparecimento a um passeio com motociclistas, dia 12 de junho, o presidente se irritou e pediu que fizessem “perguntas decentes”

Em Guaratinguetá (SP), após evento na Aeronáutica nesta segunda-feira, 21, em nova manifestação contra o uso de máscaras, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ofendeu uma jornalista que o questionou sobre o uso da proteção.

Bolsonaro mandou a profissional “calar a boca” e a acusou de ser “canalha” por chamar a atenção ao fato de o presidente da República descumprir a lei ao não utilizar o item, considerado por autoridades de saúde como forma eficaz de se evitar a transmissão da Covid-19.

Perguntado inicialmente sobre multa aplicada a ele pelo governo paulista pelo comparecimento a um passeio com motociclistas, dia 12 de junho, o presidente se irritou e pediu que fizessem “perguntas decentes”. Após outra indagação, sobre Santas Casas, Bolsonaro insultou a profissional, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo.

“Estou sem máscara em Guaratinguetá, tá feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha, canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada, vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira, vocês não prestam. A Rede Globo não presta, é um péssimo órgão de informação”, declarou depois de participar da formatura de sargentos no interior de São Paulo.

Durante a entrevista, Bolsonaro retirou a máscara de proteção que utilizava- o item é recomendado como medidas sanitária contra o novo coronavírus. Seguindo o presidente, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também retirou a máscara que utilizava.

“Eu chego como eu quiser, onde eu quiser, tá certo, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, você não usa. Agora, tudo o que eu falei, infelizmente para vocês, deu certo: tratamento precoce salvou a minha vida, mais 200 pessoas no meu prédio, muitos jornalistas falam reservadamente que usaram hidroxicloroquina, que usaram ivermectiva, por que vocês não admitem isso?”, disse.

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