O presidente eleito concorreu nas categorias ‘Misógeno do Ano’, ‘Racista do Ano’ e ‘Homofóbico do Ano’ em programa humorístico da TV Francesa 

Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) I Foto: Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi contemplado como o prêmio “Idiota de Ouro” por programa humorístico da TV Francesa. O federal, que concorreu nas categorias ‘Misógeno do Ano’ , ‘Racista do Ano’” e ‘Homofóbico do Ano’ foi criticado pelos apresentadores tendo como base algumas de suas declarações amplamente repercutidas na mídia brasileira.

Em 2003, o deputado disse que sua colega de parlamento, Maria do Rosário (PT), “não merecia ser estuprada”. A afirmação infeliz de Bolsonaro gerou repercussão mundial e lhe rendeu o título na disputa entre os ‘misógenos’ levantados pelo programa.

Na raia dos racistas, Bolsonaro se destacou ao responder, em 2011, a cantora Preta Gil durante sua participação no quadro “O povo quer saber” do programa Custe o que Custar, popularmente conhecido como CQC, da TV Bandeirantes.

Na ocasião, Bolsonaro foi questionado por Preta sobre o que faria se um de seus filhos se relacionasse com uma negra. Ele rebateu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”. A declaração lhe rendeu o prêmio máximo da categoria “Racista do Ano”.

A versão de Bolsonaro

Após se envolver em uma discussão com a deputada Maria do Rosário (PT) o federal justificou sua reação explosiva como uma “resposta reflexo”. O parlamentar teria afirmado, à época, que a petista o teria chamado de estuprador e, por isso, revidou.

A defesa do parlamentar respondeu as acusações sob argumento de que Bolsonaro é conhecido por projetos de lei que a aumentar as penas de crime sexual. “É uma mentira insinuar que o deputado tenha incitado a pratica de qualquer crime”, declarou sua advogada. Apesar das tentativas de defesa, o parlamentar foi condenado a indenizar a petista.

Quanto ao entrave com Preta Gil, após o programar ir ao ar Bolsonaro afirmou que a resposta não foi dada naquele contexto indicando, contudo, que o vídeo teria sido editado. À época, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atestou que a Bandeirantes não teria disponibilizado a entrevista completa para análise dos fatos, somente o material editado pelo programa. “Não há, de fato, elementos que comprovem se a resposta possui relação com a pergunta realizada por Preta Gil”, justificou Janot após Supremo Tribunal Federal (STF) arquivar o inquérito.