Presidente ainda afirmou que desemprego e impacto sobre economia é mais grave que efeito do vírus

Foto: Marcos Corrêa/PR

Em live nas redes sociais nesta quinta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lamentou a marca de 100 mil mortes pela Covid-19, mas defendeu que é o momento de “tocar a vida”.

“A gente lamenta todas as mortes. Está chegando ao número 100 mil, talvez hoje. Vamos tocar a vida. Vamos tocar a vida e buscar uma forma de se safar desse problema”, disse o presidente.

Segundo atualização do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou até o momento 98.493 mortes pela doença. Os casos confirmados são 2.912.212.

Na transmissão, Bolsonaro criticou os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e parte dos prefeitos e governadores contrários à aplicação da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.

Apesar de reconhecer que o medicamento não tem comprovação científica, o presidente defendeu que deve haver a possibilidade de que médicos o receitem. “Foi uma sugestão minha. Liberar para o médico decidir”, declarou.

Bolsonaro ainda comentou sobre a alta do desemprego e afirmou que “esse efeito colateral [o impacto sobre a economia] é mais grave que o efeito do vírus”.