Bolsonaro e militares são alvos do STF em investigação sobre organização criminosa

Inquérito, conduzido pela Polícia Federal, apura ataques às instituições e disseminação de desinformação

Inquérito que investiga organização criminosa, no Supremo Tribunal Federal (STF), mira o presidente Jair Bolsonaro (PL), militares e integrantes do Governo Federal. A apuração está sendo conduzida pela Polícia Federal (PF) e trata sobre ataques às instituições e disseminação de desinformação.

A Justiça juntou para ser apurado a live do presidente transmitida em 29 de julho do ano passado, quando Bolsonaro fez o maior ataque ao sistema eleitoral brasileiro, o chamado caso das milícias digitais. Esse último é foi acrescentada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das apurações no STF.

Moraes já havia ordenado que o caso das milícias digitais fosse abastecido com informações do inquérito que investiga fake news. Assim também, os dados da apuração acerca do vazamento do inquérito sigiloso do ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam incluídos ao procedimento, que herdou ainda conteúdos do inquérito dos atos antidemocráticos de março de 2020 – arquivamento a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, indicado por Bolsonaro.

“A prática visa, mais do que uma ferramenta de uso político-ideológico, um meio para obtenção de lucro, a partir de sistemas de monetização oferecido pelas plataformas de redes sociais. Transforma rapidamente ideologia em mercadoria, levando os disseminadores a estimular a polarização e o acirramento do debate para manter o fluxo de dinheiro pelo número de visualizações”, cita trecho do relatório da PF, obtido pelo jornal Folha de S. Paulo.

Com a continuação das investigações, STF e PF buscam evitar que ocorre episódios como da  invasão do Capitólio, em 6 de janeiro do ano passado, por apoiados do ex-presidente Donald Trump, derrotado nas eleições norte-americanas. O material já coletado será usado para explicar o inquérito das milícias digitais e como isso pode servir para conter as investidas de contra as instituições no Brasil.

Investigadores envolvidos no processo pontuam que, no caso americano, o método de atuação dos envolvidos no ataque ao Congresso, como preparação, mobilização nas redes e, consequentemente, a invasão, que apenas foi compreendida depois do ocorrido, sendo necessário se fazer o caminho reverso para identificar os criminosos. O que no Brasil já está mapeado e pode prever prováveis ocorrências.

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