Bolsonaro é alvo de 62 pedidos de impeachment com diferentes embasamentos

Boa parte dos pedidos de impedimento do presidente diz respeito à sua forma de atuar na pandemia

Foto: AFP

O presidente da República, Jair Bolsonaro, já foi alvo de 62 pedidos de impeachment até agora. Desses, 22 têm com embasamento a atuação questionável do gestor no combate à pandemia do coronavírus. No entanto, 57 dos 62 já estão engavetados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Dem).

Maia, apesar de ter subido o tom das críticas contra Bolsonaro, afirmou recentemente que o momento não é para impeachment, uma vez que isso tiraria o foco da pandemia. Contudo, o o deputado confirmou a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para “investigar tudo que aconteceu na área de saúde durante a pandemia”.

Cabe mencionar que Maia está em seus últimos dias da presidência da Câmara. Um dos candidatos à sucessão, Baleia Rossi, que tem, até agora, maioria na disputa pela principal cadeira da Casa, já adiantou que vai analisar todos os pedidos de impeachment apresentados até agora.

Além da atuação de Bolsonaro na pandemia, os pedidos também usam como argumento a participação do presidente em manifestações antidemocráticas, a comemoração do golpe militar, ataques à imprensa, o uso de disparo em massa de fake news durante as eleições de 2018, a suposta interferência na Polícia Federal, crimes ambientais e a violação de tratados internacionais de direitos humanos, entre outros.

Os pedidos foram protocolados por partidos de oposição, como PSB, Rede, PT, PCdoB e PDT e por membros da sociedade civil como ex-alunos da Faculdade de Medicina da USP e Unifesp. Ao todo, 1029 pessoas e mais de 400 organizações assinaram pedidos que hoje estão na Câmara.

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