Bolsonaro diz que pode incluir R$ 2 bilhões no orçamento para voto impresso

Segundo o presidente, recursos seriam destinados à compra de impressoras a serem acopladas às urnas eletrônicas. Comissão da Câmara deixou para agosto a votação da PEC do voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira, 23, que o governo está pronto para incluir R$ 2 bilhões no orçamento para custear a compra de impressoras para urnas eletrônicas.

“Aprendi que a democracia não tem preço. Então, R$ 2 bilhões, ou pouco menos do que isso, já está acertado com a Economia. Estamos prontos para colocar no orçamento e fazer com que as sessões eleitorais de todo o país tenham sua urna eletrônica acoplada a uma impressora”, declarou em entrevista à Rádio Grande FM.

Críticas

Bolsonaro reiterou críticas ao presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que teria persuadido parlamentares a se opor ao projeto.

“Essa bandeira sempre foi defendida por 90% dos parlamentares. Por que, de uma hora para outra, alguns parlamentares mudaram de opinião? Depois de receber a visita do presidente do TSE e também integrante do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. De modo que se colocar em votação hoje, não passa”.

O presidente novamente questionou validade de resultados de pesquisas que indicam queda da aprovação do governo e crescimento das intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva, principal antagonista de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022. Aproveitou para defender o voto impresso, que, em sua visão, deveria ser apoiado pela esquerda.

“Se, segundo o Datafolha, o Lula tem 49% das intenções de voto no primeiro turno, eu acho que eles deveriam aprovar o voto impresso, auditável e seguro, que é a garantia de que o Lula vai ganhar”, completou o mandatário.

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