Bolsonaro diz que não aceitará decisão favorável a demarcação de terras indígenas

“Caso isso aprovado eu tenho duas opções que não vou dizer agora, mas ela já está decidida”, diz presidente

Em evento que marcou o encontro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com lideranças empresariais e politicas goianas, neste sábado, 28, ele declarou que não aceitará um eventual novo marco temporal para tratar da demarcação de terras indígenas. Ele apontou que a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o que, segundo ele, estaria previsto na Constituição – o que poderia resultar em uma reação do Executivo.

“O STF ia votar essa semana e passou para semana que vem, o novo marco temporal. Resumindo: Constituição as terras ocupadas pelos índios até o ano de 88, não se discute. É deles. Com essa proposta do Supremo, caso aprovado ao arrepio da nossa Constituição, podemos de imediato ter uma decisão judicial para que se remarque no Brasil uma área equivalente a região sul do nosso Brasil. Imagine mais uma área, somando aos 14% do território já demarcado? Essa nova área seria equivalente aos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande de Sul”, alegou o presidente durante seu discurso.

Ele ainda questionou a presença de índios que estão em Brasília manifestando contra o atual marco temporal. Segundo ele, parte dos manifestantes nem sabe por que está lá. “Tem agora em Brasília aproximadamente 5 mil pessoas acampadas. A maioria, quase totalidade, não sabe o que está fazendo lá. É gente arrebanhada pelo MST. São indígenas que estão lá protestando não se sabe contra o quê”, afirmou o presidente.

Na opinião de Bolsonaro, a possível ampliação de áreas indígenas no Brasil iria inviabilizar o agronegócio. Ele declarou que “praticamente deixaríamos de produzir”, e completou: “Entendo que pela dimensão não teria como garantir a nossa segurança alimentar”.

Caso seja aprovado o novo marco temporal, Bolsonaro prometeu uma reação. “Tenho certeza, que, caso isso aprovado, eu tenho duas opções que não vou dizer agora, mas já está decidida [a opção]. É a que interessa ao povo brasileiro, aquela que está ao lado da nossa Constituição”, disse de forma enigmática.

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