Presidente falou sobre o assunto após cinco dias do ocorrido e considerou tudo “um incidente”

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), após cinco dias, comentou pela primeira vez a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, 51 anos, que teve o carro, onde estava sua família, alvejado por 80 tiros de fuzil por soldados do Exército Brasileiro.

Para o presidente, o “Exército não matou ninguém”. “O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte”, disse em evento de inauguração do aeroporto local de Macapá.

Ele ainda disse que lamenta a morte “do cidadão trabalhador, honesto” e garantiu que a responsabilidade está sendo apurada. “Uma perícia já foi pedida para que se tenha certeza do que realmente aconteceu naquele momento e o Exército, na pessoa de seu comandante, vai se pronunciar sobre este assunto e, se for o caso, eu me pronuncio também”, afirmou.

“Nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar o que realmente aconteceu para a população brasileira”, prosseguiu. Evaldo morreu na tarde de domingo, 7, quando seu carro foi atingido por 80 tiros de fuzil, disparados por soldados do Exército.

No carro, estava sua esposa, o filho de 7 anos e o sogro do músico, que acabou sendo atingido, mas já se recupera. Além disso, um catador de lixo, que passava pelo local, também foi atingido e está em coma. A família ia para um chá de bebê quando os fatos ocorreram.