Presidente vê prisão de Sara Winter, Queiroz e busca e apreensão na casa de deputado Daniel Silveira (PSL) como movimento articulado contra ele e deve fazer pressão no Ministério da Justiça e Polícia Federal

Do alto da rampa do Palácio da Alvorada, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta dizer que pediu à PF segurança a familiares, ao contrário do que vídeo da reunião ministerial de 22 de abril teria revelado
Foto: Marcos Corrêa/PR

Após prisão do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) convocou o ministro da Justiça, André Mendonça, além de outros profissionais da área jurídica do governo, Walter Braga Netto, da Casa Civil, e Jorge Oliveira, secretário da Presidência para uma reunião extra agenda.


Além de Queiroz, a bolsonarista Sara Winter foi presa por organizar e captar recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional, como atentar contra a integridade física dos chefes dos Poderes da República. Ainda, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) foi alvo de mandato de busca e apreensão autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Para o presidente, esses três casos são movimentos articulados para o atacar. É provável que Bolsonaro agora exerça pressão sobre André Mendonça, chefe da PF. No Twitter, Flávio se pronunciou. “Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro”, escreveu. Queiroz foi assessor do senador e estava em Atibaia, no Vale do Paraíba, em uma residência pertencente ao advogado Frederick Wassef, advogado dos Bolsonaro.