Bolsonaro bate boca com Daniela e Caetano, posta vídeo polêmico e tem post censurado pelo Twitter

Presidente, que tem mais de 3,5 milhões de seguidores, teve postagem classificada como de “conteúdo sensível” pela rede social

Depois de um período de relativa calmaria, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) retornou ao Twitter durante a terça-feira, 5, do jeito que lhe é característico: causando polêmica. O presidente bateu boca com artistas, ironizou a imprensa, criticou a educação e não poupou nem mesmo os bloquinhos de carnaval.

O resultado de tanta atividade foi uma postagem com classificação de alerta de “conteúdo sensível”, que o Twitter utiliza para alertar usuários de que o conteúdo pode ser ofensivo.

O poste em questão mostra um grupo de homens dançando sobre um ponto de táxi em São Paulo. Um deles introduz um dedo no ânus e depois se vira para outro, que urina sobre a cabeça do primeiro. Bolsonaro escreveu que não se sentia confortável em mostrar a cena, mas que tinha de expor a verdade. Por fim, pede aos seus 3,5 milhões de seguidores: “Tirem as suas conclusões”.

O vídeo já estava circulando nas redes sociais horas antes. A postagem do presidente, no entanto, fez o caso ganhar proporção. A jornalista Barbara Gancia foi uma das que criticaram o presidente. “O Jair tá pouco se ligando para os problemas do País. Jornal Nacional mostrou (…) o clima anti-bolsonarista do Carnaval. Imediatamente o Planalto revidou com tuíte infame do presidente”, postou.

Profissionais de outras áreas também atacaram o post de Bolsonaro. “Presidente, você já está eleito. Tenha um mínimo de compostura. Milhares de crianças e adolescentes lhe seguem”, escreveu o economista Eduardo Moreira. Políticos de oposição não perderam a oportunidade e engrossaram o coro dos descontentes. “Um presidente que tem a coragem de mostrar num vídeo cenas pornográficas, se desmoraliza totalmente. Creio que merecia um impeachment”, defendeu Leonardo Boff.

Seguidores de Bolsonaro no Twitter partiram para a defesa do presidente. “Okey, okey… vejamos agora esse furo de reportagem… imprensa fraca de matéria!!!”, escreveu o usuário @Gildasioster1. “Jornalistas bestas, antiprofissionais. O presidente é autoridade máxima da nação, aprendam a respeitar”, postou o jornalista Laurindo Lima. O usuário @Tenrodrigues190 apoiou Bolsonaro. “Votei exatamente pra isso e 2022 será no primeiro turno”.

Artistas

Esta não foi a única polêmica do presidente no Twitter durante o carnaval. Mais cedo, ele havia comprado briga com os cantores Daniela Mercury e Caetano Veloso – que lançaram a música Proibido o carnaval. “Dois ‘famosos’ acusam o Governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. A verdade é outra: esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, escreveu o presidente.

Em contrapartida, Daniela Mercury disse que gostaria de conversar com o presidente sobre a lei, que utiliza incentivos fiscais para patrocinar espetáculos artísticos. “(…) receber “renomados” que já se beneficiaram da referia, para discuti-la, não passa de piada”, retrucou Bolsonaro.

“Golden Shower”

Na manhã desta quarta-feira, 6, o presidente mais uma vez polemizou em sua conta no Twitter. Em uma publicação, ele questiona: “O que é golden shower?”, se referindo a prática sexual em que um parceiro urina no outro.

Na rede social, não faltaram comentários irônicos criticando a fala do presidente. ” Golden shower é um termo em inglês para se referir a cheques depositados na conta da primeira dama, referentes ao pagamento de um suposto empréstimo de R$ 40 mil para quem movimentou R$ 7 milhões em três anos, presidente. Chove ouro.”, respondeu um seguidor.

“Brasil não precisa de zueira e sim de medidas sérias e alguém que se dê ao respeito”, criticou outro.

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Alan Adelino

Sinceramente a mídia é 100% contra o cara, quando ele é conservador, a mídia é liberal, quando ele é liberal a mídia é conservadora, vão se acostumar logo, esse choro de vocês não vai tirar ele de lá, vocês não foram suficientes nas urnas, não serão em protestos nas ruas, nunca serão suficientes para fazer a diferença.