Blogueiros e influenciadores bolsonaristas terão sigilos quebrados de acordo com requerimento aprovado na CPI

Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Bernardo Küster são alguns dos nomes que terão seus sigilos quebrados 

Allan dos Santos, Bernardo Küster e Oswaldo Eustáquio terão seus sigilos quebrados.

Os requerimentos que aprovam a quebra de sigilo de influenciadores e blogueiros que apoiam o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), foram aprovados hoje na CPI da Pandemia. Parlamentares aliados ao presidente ainda tentaram impedir a decisão, afirmando que a mesma se configuraria como crime à liberdade de expressão, mas não obtiveram êxito em suas reivindicações. 

Entre os nomes que terão seus sigilos quebrados, está o do blogueiro Allan dos Santos, investigado por disseminação de fake news e financiamento de atos antidemocráticos. Além dele, os jornalistas Oswaldo Eustáquio e Bernardo Küster também integram a lista. Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados e Frederick Wassef, advogado que atua em algumas causas ligadas à família Bolsonaro, também terão seus sigilos fiscais quebrados. 

Eduardo Girão (Podemos-CE) chegou a afirmar que as determinações em questão sinalizavam uma “verdadeira caçada dos tribunais”, alegando que decisões como essa poderiam um dia vir a afetar até mesmo a imprensa. “O TSE está desmonetizando sites e blogs que têm ideias divergentes das narrativas que a gente tem visto no Brasil. Começa com site, com blog e depois afeta a imprensa”, reiterou.

Outros requerimentos aprovados

Empresas que negociaram imunizantes junto ao Ministério da Saúde, como a Precisa Medicamentos e a Senah, também terão seus sigilos quebrados. Outros empreendimentos de Francisco Maximiano, o dono da Precisa, também estao sendo investigados. 

Maximiano presta depoimento na CPI da Pandemia hoje, depois de quatro tentativas frustradas de convocação. Ele é investigado por ter fechado um contrato de R$ 1,6 bilhão com o governo federal para a compra da vacina Covaxin e por ter vendido medicamentos que na verdade nunca foram entregues ao Ministério da Saúde. 

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