Base segura projeto de reajuste dos professores para tentar acordo

Deputada Eliane Pinheiro (PMN) negociava com a presidente do Sintego enquanto parlamentares estavam em sessão. Pedido é por pagamento retroativo a janeiro

Deputado José Vitti e deputada Eliane Pinheiros representavam os interesses do Estado em última tentativa de chegara  um acordo com os professores quanto ao pagamento do reajuste de 13,1% do piso salarial | Fotos: Carlos Costa / Y. Maeda

Deputado José Vitti e deputada Eliane Pinheiros representavam os interesses do Estado em última tentativa de chegar a um acordo com os professores quanto ao pagamento do reajuste de 13,1% | Fotos: Carlos Costa / Y. Maeda

A tarde desta segunda-feira (29/6) foi marcada por intensa movimentação na Assembleia Legislativa de Goiás. Em sessão extraordinária, já que parlamentarem entram de recesso esta semana, deputados correm com votação de diversos projetos, dentre eles o referente ao pagamento do piso dos professores da rede pública estadual.

O reajuste de 13,1%, previsto em lei federal, deveria ter sido concedido em janeiro. A briga dos professores agora é que o Estado quer pagar retroativo desde janeiro apenas para parte da categoria, os chamados pelo projeto de PI e PII (que possuem nível médio e licenciatura curta; menor parte dos funcionários). Para o restante dos servidores, chamados de PIII e PIV  (que possuem graduação e pós; maior parte dos professores), o projeto prevê pagamento a partir de agosto.

Houve, entretanto, algumas alterações. O líder do governo, José Vitti, disse que estava aguardando fim das negociações para votar o projeto. De acordo com ele, está se discutindo pagar este grupo a partir de julho, e o retroativo de maio e junho a ser pago em 10 parcelas. “Queremos votar o quanto antes. Estamos esperando acordo, mas pelo jeito vai ser difícil.”

professores estaduais - alego

Professores estaduais reunidos na entrada da Assembleia Legislativa | Foto: Sarah Teófilo

Lá fora, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, rodeada por professores, dava orientações à categoria. Anteriormente, a presidente conversava com Eliane Pinheiros (PMN), escolhida para a negociação. A deputada entrou e saiu do plenário algumas vezes, mantendo conversas com o líder Vitti.

Ao Jornal Opção Online, Bia explicou que discutiu com a deputada da base como ficaria a situação dos professores PIII e PIV. A presidente lembrou que a oferta é para pagamento com a alteração a partir de julho, e retroativo de maio e junho parcelado em 10 vezes.

Foto: Sarah Teófilo

Professores estaduais reunidos na galeria da Assembleia Legislativa | Foto: Sarah Teófilo

“Não vou falar que aceito ou não enquanto o projeto não estiver alterado”, disse a presidente. De acordo com ela, várias negociações ocorreram, mas o projeto se mantém igual. O sindicato decidiu, então, esperar o projeto ser votado para, somente depois, se reunirem em assembleia para decidir os rumos da categoria.

Francisco Jr. (PSD) disse que conversou com a líder do sindicato que, de acordo com ele, afirmou que aceitaria o pagamento parcelado. “Nas palavras dela, ‘para salvar alguma coisa'”, disse o parlamentar que frisa a necessidade de se pagar bem os professores, mas tudo no limite do Estado. “O que tiver ao nosso alcance será e está sendo feito. Os professores merecem muito mais que isso, mas existem limites financeiros a serem respeitados”, pontuou.

Divergência sobre os fatos

A deputada Eliane Pinheiro apresentou outro fato, diferente do apontado por Vitti e por Bia de Lima. Ao Jornal Opção Online, a parlamentar afirmou que Bia disse para ela que estudaria uma proposta a ser apresentada ao governador Marconi Perillo (PSDB) na próxima terça-feira (30). Segundo a deputada governista, não houve mais proposta por parte do governo. “Ela disse que vai apresentar uma oferta. Disse também que vai tirar aquele povo do plenário.”

Conforme Eliane, houve proposta para pagar servidores a partir de julho, mas o Sintego informou que acabaria com a greve somente em agosto. “Se for pagar referente a julho, então pedimos que encerre a greve imediatamente.”

Já a presidente do Sintego garantiu à reportagem que a deputada frisou sim a proposta que já havia sido apresentada, mas foi negada pela categoria. “Ela falou novamente em pagar a partir de julho e parcelar maio e junho em 10 vezes”, disse. Bia ainda garante que professores entrarão de recesso agora, por isso a greve foi suspensa e uma assembleia está marcada para o dia 3 de agosto.

A presidente ainda pontuou que se o governo apresentasse uma proposta sem o parcelamento do retroativo, “melhoraria demais”. Bia garante que os rumos da Educação estão nas mãos dos deputados.

 

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