Base de Bolsonaro derrete também entre evangélicos, aponta Datafolha

Pesquisa revela que setores que davam sustentação mais sólida ao presidente já mostraram encolhimento considerável desde o início do ano

Bolsonaro no culto em homenagem aos 42 anos da Igreja Universal do Reino de Deus | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Datafolha divulgada nesta semana expõe que cresce o derretimento do apoio ao Jair Bolsonaro (sem partido) mesmo em grupos que integram sua base mais sólida. Entre os evangélicos, segmento que conta com acenos frequentes do presidente, 29% avaliaram o desempenho dele como “ótimo” ou “bom” – a aprovação era de 40% em janeiro, o que representa uma queda de 11 pontos no período.

No levantamento atual, entre aqueles que se declaram evangélicos há mais reprovação — 41% fazem esta avaliação — do que endosso.

Desde o primeiro ano de mandato, o segmento evangélico é um daqueles em que o apoio ao governo é mais forte do que no conjunto geral da população — empresários e eleitores com renda familiar mensal acima de dez salários mínimos são outros exemplos.

O cenário é o mesmo na pesquisa mais recente, porém no patamar mais baixo desde então. Em dezembro de 2019, 36% dos evangélicos qualificavam o governo Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”. O volume começou este ano em 40%, foi a 37% em março e girou entre 33% e 34% até chegar aos atuais 29%.

A curva pode indicar mais um contratempo em um projeto de reeleição que já precisará lidar com resultados econômicos adversos — bancos e analistas reduziram nesta semana a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para menos de 1% — e com questionamentos sobre a condução do país na pandemia, à beira de 600 mil mortes.

* Com informações do portal Extra.

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