Base aliada terá maioria em comissão especial que avalia impeachment

Dos 65 deputados que a compõem, 36 serão governistas. Superioridade numérica, no entanto, não é garantia de que Dilma conseguirá barrar processo

Brasília - DF, 02/12/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma fala à imprensa acompanhada de alguns dos ministros de seu governo | Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O plenário da Câmara dos Deputados começou a analisar, nesta quinta-feira (3/12), pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que foi aceito na quarta-feira (2) pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB). O primeiro passo é a indicação de nomes para compor uma comissão especial que avalia o caso e o envia para votação no plenário.

A seleção dos nomes já está sendo feita e os partidos da base aliada terão direito a escolher mais deputados. Os partidos do grupo da presidente serão maioria na comissão: do total de 65 parlamentares que a integrarão, 36 serão governistas. Apenas 17 serão da oposição, enquanto as demais vagas serão ocupadas por partidos menores, como Psol e a Rede.

Esta divisão segue a proporção de deputados por partido na Câmara. O PT, que tem o maior número de parlamentares, poderá indicar oito nomes. A vantagem numérica, no entanto, não é garantia de que o processo será barrado.

O PMDB, por exemplo, faz parte da base governista, mas não é homogêneo — muitos dos peemedebistas, como o próprio Cunha, se opõem à presidente. Além do PMDB, PDT e PTB também são da base aliada e têm cargos no governo e em ministérios, mas declaram-se “independentes”.

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