Bancários rejeitam proposta de reajuste e continuam em greve

Fenaban propôs aumento de 7% nos salários e abono de R$ 3,3 mil; categoria pede reajuste de 14,78%

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniu nesta sexta-feira (9/9) com a Comissão Bancária Nacional de Negociações (CBNN/Contec) para apresentar uma nova proposta de reajuste. A Fenaban propôs aumento de 7% nos salários e benefícios e um abono de R$ 3,3 mil, que seria pago 10 dias após a assinatura do acordo.

A proposta foi recusada pelo Comando Nacional dos Bancários. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, a nova proposta sequer repõe a inflação dos últimos doze meses, que está projetada em mais de 9,5%. Os bancários pedem reajuste de 14,78%, referente à correção da inflação e mais 5% de aumento real, participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61 e 14º salário.

“O valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, superior à inflação prevista para os próximos 12  meses, representa um ganho expressivo para a maioria dos bancários”, afirmou a Fenaban em nota. Para a federação, o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira

Sem acordo, a greve continua. Em Goiás, de acordo com o Sindicato, 70% dos bancos já estão paralisados. Uma nova rodada de negociação entre a Fenaban e a CBBN/Contec foi marcada para as 14h da próxima terça-feira (13). (Com Agência Brasil)

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