Bancada do PSDB deve apresentar pedido de impeachment de Dilma na próxima semana

Mesmo com posições contrárias de FHC e outros líderes tucanos, parlamentares esperam formalizar impedimento “entre terça e quarta-feira”

Líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio | Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio | Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

O líder da bancada do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, pretende apresentar, “entre terça e quarta-feira”, um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A solicitação será entregue ao presidente da legenda, o senador Aécio Neves, que já sinalizou, em momentos anteriores, favoralmente ao impedimento da petista.

O partido irá formalizar o pedido por crime de responsabilidade, com base nas chamadas “pedaladas fiscais”, manobras feitas com recursos de bancos públicos para arrumar as contas do governo. Além disso, a solicitação também terá como argumento a suposta omissão de Dilma no esquema de corrupção da Petrobrás.

A decisão da bancada tucana escancara a divisão da legenda quanto ao tema. Nomes de peso no partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin já sinalizaram ser contra o pedido de impedimento da presidente.

Carlos Sampaio, no entanto, defendeu que a decisão diz repeito à bancada do partido na Casa e, segundo ele, 95% dos parlamentares tucanos são a favor do pedido. “Respeitamos a posição do ex-presidente Fernando Henrique e dos ex-senadores que discordam, mas a Casa que decide é a Câmara. A bancada tem clareza de que o momento enseja o impeachment”, sustentou.

O parlamentar afirmou também que pretende convencer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), quanto ao pedido, mesmo após o peemedebista ter afirmado não haver elementos para a abertura de processo de impeachment.

“Uma coisa é o Eduardo Cunha afirmar por tudo o que ele ouviu na imprensa que ele é contrário ao impeachment. Outra coisa é ele ter que se debruçar sobre uma peça que tem um raciocínio lógico e jurídico, com respaldo na doutrina e na jurisprudência”, explicou.

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José Mariano

Por que ao invés de ficarem preocupados em derrubar um presidente os senhores não trabalham por um Brasil melhor, para de querer dar golpes eleição se ganha nas urnas não com golpes, vcs recebem polpudos salários para votarem o que e interesse do povo, não interesse de partidos, fazer oposição não e votar contra os interesses do povo so pq foi este ou aquele partido que esta propondo vamos largar de ipocresia fala para o povo que vcs estao ai não para votarem o que e interesse do povo e sim o de vcs ou de seus partidos

Welbi Maia Brito

A aprovação do governo Dilma é de apenas 13%. Em menos de um
mês, milhões de pessoas foram para as ruas protestar contra seu governo. A
insatisfação é geral em todas as regiões do país e classes sociais. Com a
prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari, a situação de Dilma se agrava. O
governador Geraldo Alckmin está correto, a discussão sobre o impeachment de
Dilma já é pauta do dia. Com o aprofundamento das investigações do petrolão,
pode chegar a sua campanha ou à própria presidentA.