Banca mantém concurso e divulga aprovados para vaga de professor de história na UFG

Após denúncia de suposta fraude por parte dos candidatos, cronograma é mantido e proclamação do resultado final da seleção para docente é publicada

Banca examinadora do concurso para professor doutor Classe A na disciplina História Moderna e Contemporânea seguiu novo cronograma sem qualquer alteração | Foto: Divulgação/UFG

A banca examinadora do concurso público para professor de História Moderna e Contemporânea da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás (FH/UFG) divulgou na segunda-feira (19/6) o resultado final dos quatro primeiros colocados no processo seletivo. Como estava previsto no novo cronograma do certame, que faz parte do edital número 18 de 2017 e abriu 41 vagas para professor Classe A na UFG em diferentes unidades, os docentes responsáveis pela realização da avaliação do desempenho dos candidatos na Faculdade de História cumpriram a data definida e concluíram o processo.

Em primeiro lugar ficou o candidato Ivan Lima Gomes, com média final 8,79. Eduardo Sugizaki, que atingiu média final 7,52, foi aprovado na segunda posição. Na quarta e quinta posições, na ordem, aparecem os nomes dos candidatos Gustavo de Andrade Durão (7,44) e Juliana Torres Rodrigues Pereira (7,00). Como estava previsto no anexo I do edital do concurso da UFG, a unidade responsável pela vaga deveria divulgar o nome dos primeiros colocados na seleção até o máximo de cinco aprovados.

Em cumprimento ao novo cronograma, após suspensão da primeira prova escrita, aplicada no dia 6 de junho, a banca examinadora, formada pelos professores doutores Leandro Mendes Rocha, presidente da banca, Libertad Borges Bittencourt, membro titular, e Fabiana de Souza Fredrigro, membro titular, encerrou o concurso para professor doutor para a disciplina História Moderna e Contemporânea da FH/UFG.

Os três professores membros titulares da banca examinadora e o diretor da Faculdade de História, Eugênio Rezende de Carvalho, discordam de parte dos candidatos que se negaram a fazer a segunda prova escrita e se manter no concurso por suspeita de fraude no processo. De acordo com Eugênio, Libertad, Fabiana e Leandro, o certame obedeceu toda a lisura, transparência e legalidade exigidas para que um dos inscritos venha a ocupar a vaga oferecida no edital.

Os docentes da FH/UFG afirmam que todos os questionamentos e a denúncia feitos sobre a possibilidade da ocorrência de cola durante uma das etapas do concurso foram tratados de acordo com a legislação. Segundo os quatro professores, a condução do processo seletivo respeitou o direito ao contraditório, princípio da presunção de inocência e o amplo direito de defesa, que foram resguardados e tornados públicos no site da instituição.

Como a publicação do resultado final aconteceu às 18 horas da segunda-feira, o prazo para apresentação de recurso se encerra às 18 horas desta quarta-feira (21). O diretor da FH/UFG informou que não houve registro de qualquer reclamação de qualquer candidato que participou do concurso até a tarde de terça (20).

Documento anexo: Proclamação do resultado final

Documento com resultado final do concurso foi publicado na segunda (19/6) no site da UFG | Imagem: Reprodução

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Prezadxs, boa tarde.
Por que não indicaram, nessa matéria, que o dito “candidato favorito” sequer figura entre os 4 aprovados?
As alegações feitas pelo jornal, ao meu ver, na matéria do último domingo, não indicou que nenhuma das reclamações foram acompanhadas por provas. E a parcialidade textual do jornal apresentou o tal “favorito”, e praticou um jornalismo que não ouve adequadamente e proporcionalmente todas as partes.
Com todo respeito, é minha opinião.

At,

Yussef Campos – professor da FH/UFG

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