Balança comercial goiana tem melhor resultado da história em 2014

Superintendente William O’Dwyer comemora números, que, segundo ele, mostram a força da economia goiana e “deixam claro que Goiás vem trilhando o caminho certo”

Foto: André Saddi

Foto: André Saddi

O superintendente executivo de Comércio Exterior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura William O’Dwyer apresentou nesta quarta-feira (7/1) o resultado da balança comercial goiana em 2014. No ano passado foi registrado um superávit de US$ 2,5 bilhões  em Goiás, melhor resultado anual da história.

O crescimento do superávit da balança comercial goiana (em 2013 o valor ficou em US$ 2,2 bilhões) no mesmo momento em que a do país apresentou a primeira queda em 14 anos foi destacado por William O’Dwyer. “Isso é a demonstração de que a economia goiana continua forte e que o Estado tem trilhado o caminho certo”, afirmou.

William O’Dwyer garantiu que o superávit foi decisivo para que a balança nacional não tivesse um resultado ainda pior. “Após quatorze anos, o saldo do comércio internacional brasileiro ficou negativo. E o superávit da balança comercial goiana foi decisivo para que o déficit brasileiro não fosse ainda maior”.

O’Dwyer ressaltou que o titular da Pasta, o vice-governador José Eliton, pediu empenho à equipe para que Goiás continue sua escalada no comércio exterior. “Recebi a recomendação de fazer dos produtos goianos uma marca registrada no mundo. Ele determinou, ainda, que buscássemos o estreitamento com todas as regiões do mundo como a América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África”.

No ano passado, Goiás exportou 900 produtos para 149 países. A China foi, mais uma vez, o maior mercado para as exportações goianas. Só o país asiático foi responsável por 26,99% de tudo o que o Estado vendeu para o mercado internacional.

A Holanda, que era a principal compradora das mercadorias goianas até 2008, ficou em segundo lugar no ranking de maiores importadores de produtos do Estado com 9,33% do total. Em seguida vêm Rússia, com 6,15%; Hong Kong, 4,83%; Índia, 3,56%; Egito, 3,08%; Estados Unidos, 3%; Coreia do Sul, 2,87%; Itália, 2,84%; e Japão, 2,65%.

O produto mais vendido foi a soja, representando 33,33% do total de vendas. Em segundo lugar vieram as carnes (bovinas, aves e suínas) (23,35%), seguidas das ferroligas, com 8,45% de participação nas exportações.

O’Dwyer chamou a atenção para novos parceiros comerciais que estão se destacando no comércio internacional goiano.  “A Índia e o Egito aparecem como 5º e 6º maiores compradores dos nossos produtos”. Eles compraram, principalmente, gêneros alimentícios e minérios.

Já em relação às importações, pela segunda vez consecutiva os produtos farmacêuticos lideraram o ranking, com 26,81% de participação. Depois, respondendo por 25,37% das importações, vêm os veículos automotivos e suas partes. Em terceiro lugar, com 10,79% de participação, as máquinas e aparelhos mecânicos.

Os principais países dos quais Goiás importou produtos foram: Coreia do Sul (origem de 17,11% das importações), Alemanha (15,11%) e Estados Unidos (13,77%).

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