Baixa quantidade de doses pode ser entrave para vacinação prioritária de jornalistas em Goiás

Deputada estadual Adriana Accorsi (PT) apresentou requerimento ao governo estadual para que profissionais fossem incluídos no grupo prioritário

Luís Fernando Avelar, Robson Filene, Cleiber Júnior, Hércules Dias, João Sobreira e Fernando Lobão: todos jornalistas vítimas da Covid-19 em Goiás | Foto: Montagem


O requerimento de autoria da deputada estadual Adriana Accorsi (PT), de incluir jornalistas e radialistas no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19, foi aprovado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e foi encaminhado para providência. O documento foi apresentado no dia 7 de abril e aguarda aval do governador Ronaldo Caiado.

A deputada afirmou que um entrave para que o pedido seja aceito é a baixa quantidade de doses disponibilizadas. “O problema é a falta de vacina. Se tivéssemos mais vacinas, não teria tanto problema”, pontuou. “É um absurdo. Agora ainda podem parar de produzir a Coronavac por falta de material que vem da China”, disse.

Record de jornalistas mortos

Na data em que a parlamentar apresentou a solicitação, o Brasil confirmava 169 mortes dos profissionais de imprensa entre os meses de abril de 2020 a março de 2021. O número revela que o país é o que tem mais jornalistas mortos pela doença no mundo, seguido do Peru, com 140 profissionais que vieram à óbito, segundo dados do dossiê “Jornalistas vitimados por Covid-19”, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

De janeiro a março deste ano, o Brasil perdeu 86 jornalistas para o novo coronavírus, um percentual 8,6% acima de todo o ano de 2020. “Acredito que [o requerimento] já foi encaminhado para ele [governador] e aguardo que ele cumpra ou não. Não é obrigatório, é uma solicitação”, afirmou a deputada Adriana Accorsi.

No entanto, o ministro Ricardo Lewandowski havia suspendido, no dia 3 de maio, a vacinação prioritária de policiais e professores, aprovada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e determinado a obediência às normas do Plano Nacional de Imunização. A parlamentar acredita que, caso o governador aprove o requerimento, o mesmo não irá ocorrer em Goiás. “Eu acredito que não [deve acontecer o mesmo]. Inclusive os policiais foram vacinados, todos os que estão trabalhando. […] Depende mais do governador mesmo”, afirmou.

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