Bailarina goiana é classificada entre as melhores do mundo em disputa na Suíça

Carolyne Galvão, do Itego Basileu França, também foi eleita, por votação online, como a bailarina de melhor performance na competição

ailarina goiana durante ensaios para competição internacional na Suíça | Foto: Gregory Batardon

Durante disputa no Prix de Lousanne 2018, na Suíça, a bailarina Carolyne Freitas Galvão, de 17 anos, estudante do Itego em Artes Basileu França, foi classificada entre as oito melhores do mundo na etapa final da competição. Como não há pódio, os oito melhores do mundo recebem Beccas – bolsas integrais – pagas por um dos patrocinadores durante um ano, em qualquer escola ou companhia de arte do mundo por escolha dos próprios bailarinos vencedores, chamados de Prize Winners.

Durante sua participação, nos dias 28 de janeiro a 4 de fevereiro, Carolyne Galvão foi avaliada pelo público de vários países por meio da internet. A partir dessa votação, ela também ganhou o Prêmio da Audiência Pública por ser a mais bem votada. Neste ano, a organização do Prix recebeu cerca de 380 participantes, de 38 países. Desse total, 78 candidatos foram selecionados para a etapa final realizada na Suíça.

Antes de embarcar para Europa, a bailarina visitou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico onde conversou com o titular, Francisco Pontes. Na ocasião, ela agradeceu o apoio dado pelo governo de Goiás nos últimos anos.

Ao receber a bailarina goiana, Francisco Pontes parabenizou pelo esforço e dedicação à arte. “Somos apenas apoiadores. Por meio do Basileu França, o Governo de Goiás dá oportunidade para nossos jovens despertarem seus talentos. Mas o mérito é todo de vocês, que se dedicam, deixam outras atividades de lazer, para se aprimorarem o que acreditam”, disse Pontes para a competidora, desejando sucesso.

Carol Galvão faz parte do corpo do Balé do Teatro-Escola Basileu França desde 2012. Do Brasil foram selecionados somente três bailarinos. Ela foi acompanhada pela coordenadora do Curso de Dança do Basileu, Simone Malta, uma das idealizadoras do projeto desenvolvido pelo Governo de Goiás, por meio da SED. Em julho, a bailarina e a coordenadora estarão em outro concurso internacional, desta vez na Bulgária.

Contribuição do Basileu França 

O Governo de Goiás tem investido amplamente nas artes e na cultura do estado. Para tanto, o Instituto Tecnológico (Itego) em Artes Basileu França, uma das maiores instituições públicas da área artística no estado, tem se destacado na preparação e aperfeiçoamento dos bailarinos que se apresentam pelo mundo.

Tudo isso representa os avanços do Estado de Goiás ao investir em músicos, artistas e bailarinos, obtendo bons resultados em competições internacionais. Além disso, caracteriza uma iniciativa de transformação social, abrindo portas para o profissionalismo artístico de grupos menos favorecidos da sociedade.

“Tentei dançar só com o coração”

A bailarina goiana Carolyne Freitas, representante do Instituto Tecnológico de Goiás – Itego em Artes Basileu França –, escolhida entre as melhores do mundo durante competição internacional, conta como foram suas experiências durante os dias de competições. O evento reuniu dançarinos de 38 países na Suíça. “Cada dia era um dia, como já tinha passado para a final em 2016, na categoria Junior, fiquei com mais essa responsabilidade de pensar: meu Deus e se não passar?”.

Para manter a concentração durante as apresentações, Carol focou seus pensamentos nas pessoas que acompanham sua trajetória. “Foi bem difícil confesso, mas com ajuda da tia Simone que estava aqui ao meu lado o tempo e de meus colegas no Brasil ia me controlando e tentava pensar só em dançar com o coração!”, relatou a bailarina ao falar da coordenadora de Dança do Itego em Artes Basileu França, Simone Malta, e dos amigos na instituição.

Carol admite ter passado por momentos de ansiedade antes do resultado e tentava não pensar na premiação. Segundo ela, ter ido para a final já era muito bom. Porém, ela sabia que estava bem preparada tecnicamente. “Aí vinha o difícil preparar o emocional! E esse era só eu”, relatou ela sobre as emoções vividas antes do anúncio de que estava entre os oito Prize Winners escolhidos – vencedores de bolsas e contratos em qualquer lugar do mundo que quiserem.

Resultados

“Quando anunciaram nem acreditava, pois é um concurso de muito alto nível e tinha bailarinos do mundo todo! Chorei muito! Pois estava muito emocionada e agradecida por tudo!”. Mas o momento que ela não esperava era o resultado de que havia sido eleita a melhor competidora, por votação do público pela internet.

“Foi a mais emocionante, pois essa premiação significa que fui a preferida do mundo todo! Todos assistem este festival, e foi muito gratificante saber que pude passar um pouco do que sinto em cena para o público que me assiste”.

Destino

Como uma Prize Winner, a premiação de Carol é poder escolher para qual escola de arte pretende estudar ou em qual companhia de dança pretende firmar contrato. Os patrocinadores do Prix de Lousanne 2018 serão os responsáveis por custear o prêmio durante um ano, em qualquer país do mundo.

No entanto, a bailarina goiana ainda está decidindo o seu destino, juntamente com a coordenadora e professora de Dança do Itego em Artes Basileu França, Simone Malta. De acordo com Simone, Carol tem o perfil mais parecido com as escolas de dança americanas. Porém, em Londres, ela já recebeu uma excelente proposta. “A diretora da companhia parece querer investir na carreira da Carol para ser uma primeira bailarina. Mas vamos fazer contatos em todas as companhias para depois decidir”, contou.

A professora e aluna continuarão na Suíça até o próximo dia 10, quando retornarão para Goiânia. Até lá, elas participarão e acompanharão as aulas de dança em várias companhias do país para troca de experiências e de contatos.

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