Aylton Vechi é empossado e promete enxugar máquina administrativa

Novo procurador-Geral de Justiça quer enxugamento da máquina e aproximação com povo goiano

Foto: Francisco Costa

“Como todo aquele que assume um mandato, vou me legitimar a cada dia. Não somente diante dos colegas, mas da sociedade”, afirma Aylton Flávio Vechi, escolhido pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) para seu primeiro mandato como procurador-geral de justiça do Estado, em 19 de fevereiro. Nesta sexta-feira, 8, ele tomou posse.

A solenidade, que contou com a presença do líder do Executivo Estadual, do prefeito de Goiânia Iris Rezende (MDB), do presidente da Assembleia, deputado estadual Lissauer Vieira (PSB), do senador Luiz Carlos do Carmo (MDB) e outras autoridades, foi realizada no auditório do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Vechi, que chefiará o MPGO pelo biênio 2019-2020, foi nomeado após integrar uma lista tríplice votada por membros da entidade em 8 de fevereiro e entregue a Caiado. Ele não foi o mais votado, mas ainda escolhido. Quanto a isso, Aylton não tem nenhum receio.

“Eu tenho um histórico. Esse é meu quarto pleito eleitoral. Já fui candidato a presidente da associação goiana do MP, portanto, tenho uma caminhada longa e um bom relacionamento, extremamente franco e horizontal.” Ele lembra que tinham nove candidatos, o que fez com que o processo eleitoral não conseguisse traduzir exatamente o mais votado como verdadeiramente a maior vontade da classe.

“Eu digo isso, porque tenho que reconhecer que o dr. Benedito Torres, procurador-geral até o momento da minha posse, é uma liderança consolidada na instituição. Ele foi presidente da associação do ministério público por oito anos. Ele foi Procurador-Geral de Justiça por dois mandatos. Então, competir com alguém que tem esse histórico de vivência institucional é praticamente impossível”, diz ele e afirma receber com naturalidade a nomeação. “A Constituição Federal prevê que o governador do Estado use a sua discricionariedade. Faz a escolha de um dos nomes da lista tríplice, caso contrário, não teríamos que entregar uma lista, e sim o nome do mais votado”.

Mudanças

Dentre as propostas de Aylton, o novo procurador-geral destaca o enxugamento da máquina administrativa e aproximação da atuação do MP com a sociedade. “Toda força e todo enxugamento que houver na gestão, inclusive para torná-la mais leve e mais moderna, racional, será no sentido de fortalecer promotores e procuradores de justiça”.

Para ele, os grandes problemas de hoje são focados nas áreas de segurança pública, com destaque para criminalidade organizada e fações criminosas; e a corrupção, com desvio e má utilização dos recursos públicos e ações governamentais descontinuadas. “Falta recursos para atendimentos da saúde. Hoje, nossos cidadãos não são atendidos por falta de gestão adequada e falta de destinação adequada de recursos públicos”.

União

Ainda segundo o agora procurador-geral, isoladamente o MPGO não consegue realizar o seu papel fundamental que é promover a justiça. “Promover a justiça significa tomar todas as medidas para alcançá-la, mas para isso dependemos de um poder Judiciário, de um poder Executivo, do Legislativo e de uma atuação sinérgica desses órgãos.”

Aylton critica que se a atuação não for de forma colaborativa, será sempre gasta energia isoladamente, em vez de usar toda essa estrutura para combater o mal que aflige a sociedade. “Essa junção pode aproximar não só o MP, mas também o Estado com o cidadão.”

Sem “personalismo”

Aylton destaca, também, que um novo processo irá permear toda a atuação do Ministério Público. Pretende-se dar a sociedade a visão de MPGO como instituição. “Faremos uma orientação no sentido de que a entidade é maior do que qualquer nome ou interesse pessoal. Os senhores não verão personalismos, ou a ‘minha pessoa’ tratando as coisas, mas a instituição.”      

Ele afirma que a sociedade precisa enxergar que a entidade é construída por muitos e os resultados alcançados por todos. “A forma de expressão será através da própria instituição.”

Atuação

Por fim, Aylton explicita que o Ministério Público não trabalha com a perspectiva de governos (passado, presente ou futuro), mas de ilicitude. “Onde houver ilicitude, não importa se é governo passado ou presente, o MP tem a sua missão. Os membros do Ministério Público tem independência funcional e continuarão a ter. Vamos a continuar a combater a ilicitude, responsabilizar os seus autores e recuperar recursos”, encerrou.

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Alba Guedes

O senhor é preciso ver a questão dos comissionados No TCE. Uma verdadeira desmoralização para o estado. Cargos altíssimos, pessoas q não tem uma formação acadêmica, ociosidade e tds apadrinhados com salários q compromete as finanças do estado. Essa situação tem q ser vista e resolvida. É um absurdo.

Wellington Mendes

E que pelo menos o procurador geral veja e analisa a conduta de alguns promotores que parecem nao ser imparcial diante de casos envolvendo a prefeitura de Goiãnia , especificamente a secretaria de educação e seu secretario E so ver o tanto de reclamação na corrigidora Por favor senhores jornalistas façam chegar esta mensagem ao procurador , nao consigo encaminhar para ele