De acordo com presidente do Conselho Estadual de Educação, Flávio Roberto de Castro, ensino infantil, fundamental e médio podem retornar ainda em agosto, de maneira híbrida, com aulas presenciais e virtuais

Educação básica pode ter retorno em agosto | Foto: Reprodução

Com a determinação do Ministério da Educação para que as universidades possam operar de modo remoto para aulas presenciais até o final do ano, muitos pais de crianças e adolescentes ficaram em dúvida se o mesmo será aplicado em relação ao ensino básico durante o ano de 2020. De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Educação, Flávio Roberto de Castro, é necessário compreender o sistema de ensino é divido em autonomias, “O Ministério da Educação tem atribuição de organização do Ensino Superior. As atribuições da Educação Básica estão no nível de estado”, explicou.

“Esse parecer do MEC avaliza que até 31 de dezembro de 2020, a gente pode, no ensino superior, ter as aulas remotas. Isso que ele validou: o ensino remoto pode ser feito até o final do ano. A atribuição do MEC é apenas para nível superior e algumas poucas escolas ligadas à universidades, como é o caso do Colégio Aplicação”, esclareceu Flávio.

Para ele, permanece o desafio do ensino básico, que inclui educação infantil, ensino fundamental e médio. Como retomar esse tipo de ensino? “A Educação Básica é de competência e regulação dos sistemas de ensino estaduais, os conselhos estaduais com regime de colaboração com os conselhos municipais no ensino infantil. O que estamos discutindo agora? Apesar dos índices de contaminação estarem aumentando, há um movimento contrário de retorno de todos os segmentos. Comércio está brigando… Vamos ter que validar o ensino híbrido”, afirmou.

De acordo com ele, o ensino híbrido ocorreria parcialmente de forma presencial e parcialmente virtual. “Se você tem uma filha de dez anos e não tem segurança de mandar ela para a escola, vai ser oferecida outra alternativa para manter o ensino para sua filha. Isso vai acontecer. Estamos tentando manter vivo o sistema educativo”, garantiu.

“Há questões econômicas envolvidas. A escola pública, seus gestores e professores, estão tranquilos, pois estão recebendo seus salários. A questão da manutenção deles é mais tranquila. No entanto, a escola privada está indo à falência. Principalmente as de Ensino Infantil. Em breve serão as de Ensino Fundamental e Médio”, apontou.


“Precisamos garantir o ano letivo, mesmo que a gente tenha que passar alguns conteúdos para o próximo, mas temos que validar o que foi feito agora”, ponderou o presidente do CEE. “Fizemos algo durante esse tempo e vamos fazer até 31 de dezembro? Vamos. Vai haver aprendizado? Eu não posso dizer pra você que será 10%, 50%, 100%, mas vai ter. Temos que lutar por isso, validar isso e, quando pudermos voltar presencialmente, vamos resolver as distorções. Não podemos fazer como o ensino superior público, as universidades federais pararam.”


Flávio conta que reuniões entre os gestores da educação estuda quando e como fazer essa retomada do ensino. “Conforme os protocolos de saúde, se vai ser possível voltar em agosto ou não e de que forma que vai voltar. Pensando sempre na questão de saúde, a segurança e manter vivo o sistema educativo”, assegurou.