Aumento de doenças virais gera dúvidas sobre diferenciação em sintomas de doenças

Cuidados pessoais, como uso de máscara e álcool gel, continuam essenciais para evitar contaminação. Especialista esclarece dúvidas sobre doenças virais que atualmente assolam o Brasil

Relatos de contaminação por doenças sazonais, como a gripe e a dengue, se tornaram cada vez mais comuns desde dezembro de 2021. Ao lado da Covid-19, essas infecções apresentaram um aumento de casos de forma significativa. De acordo com o boletim divulgado pela InfoGripe da Fiocruz, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave cresceram cerca de 135% no Brasil na comparação entre as últimas três semanas de novembro e as últimas três semanas de dezembro.

Com estas explosões nos casos de doenças virais, ficou cada vez mais difícil diferenciá-las. Sintomas como tosse, febre, mal-estar, cansaço, dor no corpo e outros são comuns tanto em gripes e resfriados quanto na dengue e covid. Desta forma, o médico diarista do Hospital Estadual de Trindade (Hetrin), Igor Capeletti Ferreira, explica quais as melhores formas de lidar com elas, uma vez contraídas. 

O profissional da unidade do Governo de Goiás, alerta que pode ser difícil identificar os sintomas, sendo que o melhor caminho é manter uma rotina de cuidados e prevenção. “Reconhecer a doença pode ser mais difícil para a maioria das pessoas. Queixas como dor de cabeça, febre e diarreia não necessariamente indicam contaminação pela covid-19, pois o quadro é o mesmo nos casos de dengue e gripe comum”, aponta o médico.

Gripe

Apesar do vírus da gripe circular o ano todo, ele ainda possui uma característica sazonal, isto é, ele é predominante nos meses de estação do ano de outono e inverno. Porém, devido à baixa cobertura vacinal contra a gripe e a flexibilização das medidas de restrição contra a Covid-19, os casos desta doença respiratória se tornaram frequentes em dezembro, o que seria incomum. Atualmente, os casos estão associados principalmente à linhagem “Darwin” do vírus Influenza A (H3N2), que, em hipótese, não está incluída na composição das atuais vacinas em uso no hemisfério Sul. 

Os sintomas clássicos da gripe sazonal são febre súbita, tosse, dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar, dor de garganta e coriza. A tosse pode ser forte e durar duas ou mais semanas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na H3N2, os sintomas são os mesmos, com o potencial de causar casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com agravantes como falta de ar e pneumonias. A perda súbita do paladar e do olfato é algo marcante na Covid-19. Já a dengue, pode se diferenciar das outras doenças ao não apresentar os sintomas respiratórios.

Dengue

O Ministério da Saúde divulgou os dados da taxa de incidência de casos de dengue em Goiás. No intervalo de uma semana, o levantamento apontou que o Estado teve aumento de 10% de casos de dengue por 100 mil habitantes. A taxa saltou de 667,7 casos por 100 mil habitantes no penúltimo boletim para 742,6 casos no atual. Na região Centro-Oeste foram registrados 99.644 notificações de casos de dengue, mais da metade são de Goiás 53.514.

Com isso, a melhor forma de evitar a dengue é prevenindo e combatendo os focos que sirvam para a criação do mosquito transmissor da doença. Deve-se evitar o acúmulo de água em latas, embalagens e copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. O mosquito Aedes aegypti tem um tempo de vida curto, mas os ovos podem ficar até um ano sem ter contato com a água. Quando chega o período das chuvas, eles se rompem e iniciam a transmissão.

Ômicron

Em relação a nova cepa do coronavírus, um estudo da Zoe Covid Study elencou que os principais sintomas causados por esta variante seriam: coriza; dor de cabeça; cansaço; espirros e dor de garganta. Ao contrário das outras variações desse vírus, a Ômicron possui uma reprodução mais rápida nas vias aéreas, poupando a região do pulmão.

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